Foram cometidas 760 violações e crimes contra jornalistas palestinos em 2019, segundo relatório

Redação Portal IMPRENSA | 10/01/2020 14:49
Relatório divulgado pelo Freedoms Committee, que é ligado ao Sindicato dos Jornalistas Palestinos (PJS), afirma que as forças de ocupação israelense cometeram 760 violações e crimes contra jornalistas palestinos em 2019. 

O PJS registrou 12 feridos graves com munição viva, 62 feridos com balas de aço revestidas de borracha e 58 feridos em agressões, nas quais bombas de gás lacrimogêneo e granadas de choque foram disparadas diretamente contra jornalistas. Há também o registro que 78 jornalistas sofreram asfixia por gás lacrimogêneo enquanto realizavam seu trabalho, conforme destaca o Monitor do Oriente Médio (MEMO).

Mohammed Laham, chefe do comitê, diz que a mídia palestina está sob constantes ataques das forças de ocupação israelense, e aponta o fechamento de instituições de mídia em Jerusalém, sendo que o caso mais recente foi da Palestine TV, em novembro de 2019. 

O relatório identificou 92 casos em que as forças de ocupação israelenses impediram os jornalistas de fazer seu trabalho e cobrir eventos. E pelo menos 250 contas de jornalistas nas redes sociais foram fechadas. 

Estes números são reforçados por um relatório divulgado pelo Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) que documentou, durante o mês de dezembro de 2019, sérias violações à liberdade de imprensa nos territórios palestinos, tanto por Israel quanto por autoridades palestinas (PA). 

Em seu relatório mensal, o CPJ divulgou 86 violações, sendo 55 por Israel e 31 por autoridades palestinas, que incluem prisão e ataque a jornalistas com munição viva, balas de aço e bombas de gás lacrimogêneo.  

Laham declara, em nota do The Jerusalem Post, que no West Bank, apesar dos esforços para melhorar a situação, as autoridades palestinas continuam a prender jornalistas a fim de impedi-los de realizar seu trabalho. E lembra que recentemente 49 sites jornalísticos foram banidos, “o que não feriu apenas nossa liberdade de imprensa, mas também afetou a reputação do governo”. 

E em Gaza, Laham reforça que a situação é pior, já que as violações aos jornalistas incluem tortura e humilhação. Os profissionais são presos, impedidos de viajar, e ainda tem seus equipamentos destruídos. 
Crédito:Reprodução / foto AFP

Referindo-se ao relatório divulgado pelo Sindicato dos Jornalistas Palestinos, Laham comenta ao The Jerusalem Post, que “documentamos mais de 750 violações: 90 jornalistas foram hospitalizados em 2019, 80 deles mortos por balas, e dois perderam membros, o mais recente foi Muath Amarneh, que perdeu um olho”.  

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