Repórter fotográfico venezuelano é libertado após 16 meses em prisão militar

Redação Portal IMPRENSA | 08/01/2020 16:05
Nesta segunda-feira (7), o repórter fotográfico venezuelano Jesús Medina foi libertado de uma prisão militar no sudoeste de Caracas após 16 meses em detenção. De acordo com decisão do tribunal, Medina não pode deixar o país e tem que se apresentar às autoridades uma vez por semana. O repórter, que atuava no site Dolar Today, é bastante crítico ao governo e uma das referências do mercado paralelo de divisas.
Crédito:Reprodução / foto Espacio Publico

Ele foi libertado junto com outros prisioneiros políticos e, conforme destaca nota do VOA News, esta decisão é parte de uma estratégia mais ampla para marginalizar o líder da oposição Juan Guaido, que exigia a libertação dos prisioneiros.  

Em agosto de 2018, Medina foi preso e acusado de lavagem de dinheiro, associação criminosa, incitação ao ódio e obtenção de lucro ilegal. Na época, Medina integrava um grupo de jornalistas que trabalhava em um projeto investigativo num hospital em Caracas.

Em novembro de 2017, Medina desapareceu por 72 horas e foi encontrado às margens de uma rodovia, golpeado e seminu. Ele e mais dois jornalistas tinham sido presos no início do mês após entrarem em uma penitenciária para fazer uma reportagem.

Natalie Southwick, coordenadora de programas para a América Central e América do Sul do CPJ (Comitê para a Proteção do Jornalistas), afirma que “é imperdoável que as autoridades venezuelanas tenham mantido Jesús Medina preso por 16 meses sem um julgamento... As autoridades devem imediatamente retirar todas as acusações contra Medina e parar de prender jornalistas críticos”. 

Na manhã de 7 de janeiro, o repórter publicou um vídeo em seu Twitter agradecendo seus apoiadores, e reforça a hashtag #InformarNoEsDelito (informar não é crime, em livre tradução). 
Crédito:Reprodução / Twitter


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