Cartunistas do Charlie Hebdo continuam recebendo ameaças, 5 anos após massacre

Redação Portal IMPRENSA | 07/01/2020 10:55
Cinco anos depois do atentado à sede da revista Charlie Hebdo, que deixou 12 mortos e 11 feridos, os cartunistas continuam recebendo ameaças.

No dia 7 de janeiro de 2015, os irmãos Said e Cherif Kouachi invadiram a redação e gritavam que o objetivo era “vingar o profeta”, se referindo a Maomé – algumas charges publicadas pela ironizavam o profeta mulçumano. Entre os mortos estavam alguns dos mais renomados cartunistas do mundo, entre eles Wolinski, Honoré e Tignous, além do diretor de redação Charb.

Richard Malka, advogado do Charlie Hebdo, diz que até hoje o veículo combate nos tribunais uma série de ameaças que recebe pela internet. 

Na edição especial, em homenagem à data, a capa do Charlie traz a manchete "Nova censura, novas ditaduras", com a imagem de um smartphone gigante exibindo os logotipos das principais redes sociais esmaga a língua e os braços de um designer. 

No editorial, o editor-gerente Riss explica  que a luta do jornal contra todo obscurantismo não ficou mais fácil ao longo dos anos, pelo contrário. “Ontem, dissemos merda a Deus, ao exército, à Igreja, ao Estado. Hoje, temos que aprender a dizer merda para associações tirânicas, minorias do umbigo, blogueiros e blogueiros que nos batem nos dedos como pequenos professores da escola”, criticou.

Para relembrar a data, centenas de pessoas reuniram-se em frente às antigas instalações do semanário satírico. 
Crédito:Reprodução

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