Número de jornalistas assassinados em 2019 é o menor em 17 anos, aponta CPJ

Redação Portal IMPRENSA | 17/12/2019 15:42
O número de jornalistas mortos pelo exercício da profissão em 2019 é o mais baixo em 17 anos, segundo relatório feito pelo Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ). Foram 25 profissionais assassinados, contra 56 em 2018. 
Crédito:Reuters/Oscar Martinez
O CPJ ainda está investigando a morte de outros 25 jornalistas para determinar se o exercício da profissão foi o motivo. Os números foram contabilizados entre 1º de janeiro e 13 de dezembro.

Segundo o CPJ, a queda aconteceu à medida que perigosos conflitos regionais se estabilizaram. 

Síria e México são os países mais mortíferos para os jornalistas. Pelo menos cinco jornalistas foram mortos em represália por suas atividades no México. O CPJ ainda está investigando outros seis homicídios ocorridos no país para determinar se o exercício do jornalismo foi o motivo. Em pelo menos dois casos, os jornalistas haviam buscado proteção sob o Mecanismo Federal para a Proteção dos Defensores de Direitos Humanos e Jornalistas. 

Na Síria, pelo menos sete jornalistas foram mortos. Três deles devido a ataques aéreos turcos em meados de outubro. 

Apesar da redução nos casos de assassinatos de jornalistas, o CPJ registrou aumento da autocensura em países tradicionalmente perigosos como Paquistão e Rússia. O número de jornalistas encarcerados em todo o mundo permaneceu em torno de 250. 


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