Aumenta número de jornalistas presos sob acusação de divulgar fake news

Redação Portal IMPRENSA | 12/12/2019 12:24
Mais de 250 jornalistas estão presos em todo o mundo simplesmente por exercer a profissão. É o que aponta a edição 2019 do estudo anual feito pelo Comitê de Proteção a Jornalistas (CPJ), organização representativa de profissionais de imprensa com sede em Nova York.

Crédito:Reuters/Huseyin Aldemir
A jornalista Nazli Ilicak é solta da prisão em Istambul, em novembro de 2019, depois de uma decisão da Justiça. Dois de seus colegas continuam presos por acusações relacionadas ao terrorismo, entre os 47 jornalistas presos na Turquia
A principal acusação contra jornalistas detidos por exercício profissional é a divulgação de informações contrárias aos interesses de estado. Mas o número de aprisionamentos por divulgação de fake news vem crescendo ano a ano.

Países com histórico repressor e autoritário contra a imprensa aprovaram recentemente leis para punir quem divulga notícias falsas. É o caso da Rússia e de Singapura. Hoje 30 jornalistas estão presos sob essa acusação em todo o mundo.

O país que mais prendeu jornalistas em 2019 foi a China, seguida por Turquia, Arábia Saudita, Egito, Eritrea, Vietnã e Irã. O levantamento do CPJ marcou uma mudança no primeiro lugar do ranking, que vinha sendo ocupado nos últimos quatro anos pela Turquia.

Porém, a troca de posições não reflete uma maior liberdade de imprensa no país presidido por Recep Tayyip Erdogan. Na verdade é um reflexo de uma política que já resultou no fechamento de mais de 100 veículos jornalísticos e em milhares de processos judiciais movidos pelo governo contra profissionais de imprensa.

Devido à instabilidade política e ao aumento no número de protestos anti-governo, o Oriente Médio também registrou um aumento expressivo no número de jornalistas presos.

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