"Dinheiro público é destinado para perseguir desafetos", diz Joice Hasselmann à CPMI

Redação Portal IMPRENSA | 04/12/2019 17:19

A jornalista e deputada federal Joice Hasselman (PSL-SP) falou à CPMI das Fake News nesta quarta, 4. Ex-líder do governo na Câmara, ela se tornou um dos alvos do chamado "gabinete do ódio", após brigar com o também deputado federal Eduardo Bolsonaro, por não concordar com sua indicação para o cargo de embaixador do Brasil em Washington.

Crédito:Reprodução
Ao explicar (com prints e áudios inéditos de conversas via aplicativos de celular, gráficos e imagens) como funciona a estratégia do governo federal de ataques virtuais a pessoas consideradas "traidoras", Joice afirmou que "praticamente meio milhão de reais de dinheiro público são destinados para perseguir desafetos". 

Ainda de acordo com a deputada, as contas de Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro contam com 1,87 milhão de robôs entre os seguidores apenas no Twitter. Joice foi detalhista e citou nomes de assessores e de deputados em sua fala. 

A deputada foi chamada à CPMI para esclarecer declarações sobre milícias digitais que fez em suas redes sociais após ser alvo de ataques de Bolsonaristas na internet. Autor do requerimento para a audiência da deputada, o senador Rogério Carvalho (PT-SE) lembrou que Joice manifestou conhecer a origem das mensagens que vem recebendo.

Segundo a fala de Joice na CPMI, uma “bolha” alimentada por seguidores de Jair Bolsonaro comete crimes contra a honra das pessoas, como difamação, injúria e calúnia. A deputada afirmou ainda que essa "bolha" é formada por 8 milhões de perfis (de pessoas reais e robôs), que recebem instruções de um grupo menor, o tal “gabinete do ódio”, que seria formado por funcionários do gabinete do presidente.

O conteúdo difamatório também seria espalhado por discípulos de Olavo de Carvalho e perfis pautados por políticos ligados a Bolsonaro, como "Isentões" e "Ódio do bem".


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