FIJ lança campanha para acabar com a impunidade por crimes contra jornalistas

Redação Portal IMPRENSA | 14/11/2019 10:05
A Federação Internacional de Jornalistas (IFJ) enviou cartas a embaixadas e chefes de governo de Israel, Peru, Filipinas, Somália e Ucrânia para alertar contra a falta de investigação e punição dos assassinos e agressores de jornalistas.
Crédito:FIJ


“Pedimos aos governos de Israel, Peru, Filipinas, Somália e Ucrânia que tomem medidas diligentes para combater sua aparente indiferença a ataques mortais a jornalistas. Há muito mais a ser feito para combater a impunidade e permitir que jornalistas trabalhem sem medo ou ameaça de serem mortos. É hora da justiça para as vítimas de violência”, afirma o secretário-geral da FIJ, Anthony Bellanger.

A iniciativa faz parte da Campanha Internacional para Acabar com a Impunidade dos Crimes contra Jornalistas, que vai até o dia 23 de novembro, data do massacre de Ampatuan nas Filipinas, em que pelo menos 32 trabalhadores de meios de comunicação foram assassinados.

Esses cinco países foram escolhidos por ter um alto nível de impunidade por assediar, prender, atacar e assassinar jornalistas. 

Nos últimos 10 anos, 318 jornalistas foram assassinados por seu trabalho em todo o mundo e em 86% desses casos os crimes não foram resolvidos. É o que revela o Índice de Impunidade Global de 2019, do CPJ (Comitê para a Proteção dos Jornalistas).

Com 15 assassinatos de jornalistas em que os criminosos ficaram impunes, o Brasil ficou na 9ª posição do ranking, atrás de Paquistão, com 16. 

Leia também: