“Foi clara tentativa de intimidação”, dizem entidades sobre intimação de Nassif por Witzel

Redação Portal IMPRENSA | 08/11/2019 18:04
O jornalista Luís Nassif foi intimado a prestar depoimento, na próxima semana, por ter chamado o governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel de “genocida”. 

Crédito:Reprodução
Editor-chefe do GGN, Nassif recebeu em sua casa policiais da 3ª Delegacia de Polícia de Investigações Interestaduais (Polinter), que atendem intimações de outros estados, no caso, da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

Em um vídeo para falar sobre a intimação, Nassif explicou que o conceito de genocida se encaixa perfeitamente em Witzel: é genocida o sujeito responsável pela proliferação de mortes indistintamente. “Peço desculpa ao governador Wilson Witzel se ele se sentiu ofendido, mas tem um jeito simples de resolver essa situação: é ele deixar de ser genocida”, diz Nassif.

A ABI (Associação Brasileira de Imprensa) e a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) emitiram nota conjunta em defesa do jornalista. 

“Diante da tentativa do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, de intimidar Luís Nassif, a ABI e a OAB/RJ prestaram integral solidariedade ao jornalista. A ABI e a OAB/RJ integram, ao lado de outras entidades, o movimento “Toda vida importa muito”, que critica duramente a ‘política de segurança’ de Witzel, responsável por centenas de mortes em comunidades pobres do Rio”, diz a nota. 

Segundo as entidades, os policiais que foram à casa do jornalista de Nassif estavam ostensivamente armados “numa clara tentativa de intimidação”.

“Diante do ocorrido, a ABI e a OAB/RJ procuraram Nassif, prestaram solidariedade a ele e se colocaram à disposição de sua defesa”, finaliza a nota. 

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