CPI das Fake News quer quebrar sigilos de jornalista

Redação Portal IMPRENSA | 05/11/2019 19:32
Allan dos Santos, fundador do site Terça Livre, deverá ter seus sigilos bancário, fiscal e telefônico quebrados pela CPI das Fake News.

Ele foi convocado pela CPI antes mesmo de Alexandre Frota ter falado das supostas milícias virtuais alinhadas ao governo Bolsonaro, que seriam comandadas pelo Terça Livre e por Olavo de Carvalho. 

Crédito:Roque de Sá/Agência Senado
Santos afirmou que não ter formação em jornalismo, mas que atua como um profissional de imprensa graças ao veto da obrigatoriedade de diploma para o exercício da profissão.

O jornalista admitiu que o seu trabalho é feito em apoio ao presidente Jair Bolsonaro e disse ser perseguido por sites de fact-checking, de apuração e checagem rigorosa de notícias “que servem p/ calar o jornalismo independente”. 

Questionado logo no início da sessão se abriria seus sigilos, Santos disse que sim. Após uma conversa ao pé do ouvido com a advogada que o acompanhava, tentou voltar atrás  e condicionar a apresentação de “um fato”, cobrando o “ônus da prova”. 

Em entrevista ao Antagonista, o presidente da CPMI das Fake News, senador Angelo Coronel (PSD), disse que, após concordância do blogueiro na sessão de hoje, serão quebrados os sigilos fiscal, telefônico e bancário de Allan dos Santos e do seu site Terça Livre referentes ao período de 2018 até aqui.

A #SomosTodosAllan chegou a ficar entre os assuntos mais comentados do Twitter no início da tarde, pouco antes do depoimento começar. "É com esse apoio de inúmeros homens e mulheres patriotas que o pequenino Terça Livre chegou até aqui. Hoje, é o maior canal conservador de informação e cultura da América Latina. São cinco anos de perseverança. Obrigado a todos pelo carinho expresso na tag #SomosTodosAllan!", escreveu na sua rede social.

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