Campanha busca diminuir impunidade de crimes contra jornalistas

Redação Portal IMPRENSA | 01/11/2019 12:16
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) escolheu esta sexta, véspera do dia 2 de novembro, data em que se lembra o Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas, para dar início pelo sexto ano consecutivo a uma campanha mundial de conscientização sobre a violência praticada contra profissionais de mídia.

Segundo a Unesco, um jornalista é morto a cada quatro dias no mundo e 1.010 assassinatos foram contabilizados nos últimos 12 anos devido às atividades jornalísticas desempenhadas pelas vítimas. Ainda de acordo com a ONU, de cada dez crimes desse tipo, em nove os assassinos ficam impunes.

“É nossa responsabilidade garantir que os crimes contra jornalistas sejam punidos”, disse a diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, lembrando que outro foco da campanha é alertar sobre o aumento dos casos de ataques e assédio contra jornalistas mulheres. 
Crédito: Reprodução / Unesco
Reprodução Unesco
Cartaz da campanha, em inglês: fim da impunidade em crimes contra jornalistas

No ranking do Comitê de Proteção a Jornalistas, o Brasil está entre os 14 países do mundo que menos punem os responsáveis pelo assassinato de jornalistas.

Um grupo de especialistas de direitos humanos da ONU também aproveitou o Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas para elaborar um documento pedindo aos líderes mundiais que parem de incitar ódio e violência contra a mídia e garantam a punição dos responsáveis por ataques.

“Estas últimas semanas demonstraram mais uma vez a natureza tóxica e o alcance exagerado do incentivo político contra jornalistas, e exigimos que isso pare”, diz o texto do documento, que cita diretamente o caso do jornalista saudita Jamal Khashoggi, assassinado ano passado quando foi ao consulado da Arábia Saudita na Turquia.