FLIP denuncia restrição de imprensa em eleições na Colômbia

Redação Portal IMPRENSA | 31/10/2019 17:43
A publicação de dois decretos na semana das eleições na Colômbia causou confusão e dificultou a cobertura da imprensa no dia do pleito, em 27 de outubro. A FLIP (Fundação para a Liberdade de Imprensa) registrou nove casos de restrição à imprensa pela Polícia Nacional nas eleições municipais e regionais. 

Crédito:Geonotícias
No dia 23 de outubro, o artigo 13 do Decreto de 1924 estipulava que, no dia das eleições, a imprensa deveria ser credenciada para cobrir o dia das eleições usando telefones celulares e câmeras de vídeo e foto nos centros de votação. 

Dois dias depois, foi publicado outro decreto para corrigir o artigo 13 do anterior, permitindo que a mídia cobrisse as eleições com suas equipes de trabalho e telefones celulares, mas com o devido credenciamento de imprensa.

Com isso, alguns jornalistas foram impedidos de entrar nas seções eleitorais com suas equipes de trabalho.
 
Segundo a FLIP, os jornalistas Orlando Carvajal e Juan Pablo Cohen, tiveram seus cartões de cidadania retidos por várias horas e não puderam fazer registros audiovisuais em um centro de votação na cidade de Cúcuta, no norte do país.
 
Em Bucaramanga, Ana León, jornalista de La Silla Vacía, foi convidada pelos policiais a apagar seus registros de vídeo e sofreu ameaça detenção. 

Já em San José del Guaviare, os jornalistas foram proibidos de fazer entrevistas com eleitores e júris de votação.

A FLIP publicou em uma declaração dizendo que “a exigência de alguma identificação não pode se tornar uma desculpa para impedir o acesso de qualquer tipo de mídia às estações de voto."

Por serem as primeiras eleições locais a serem realizadas após a assinatura do Acordo de Paz entre o governo colombiano e as FARC, a FLIP publicou um manual para os jornalistas terem mais informações sobre seus direitos e como eles podem protegê-los antes, durante e após as eleições.

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