Governos de todo o mundo estão dificultando acesso à informação, alerta FIJ

Redação Portal IMPRENSA | 02/10/2019 15:37
Somente em 2019, nada menos do que 31 países, a maioria na Ásia e na África, bloquearam os meios de comunicação ou o acesso à internet pelo menos uma vez, ameaçando o direito do livre acesso à informação.

A denúncia foi feita pela Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ), por ocasião do Dia Internacional do Acesso Universal à Informação, celebrado em 28 de setembro. Estabelecida em 2015 pela UNESCO, a data ressalta a importância dos cidadãos terem livre acesso à informação nos sistemas democráticos. 
Crédito: Reprodução FIJ


Entre 2016 e 2018 houve aumento de 161% nos bloqueios ao acesso a internet pelo mundo. As paralisações de mídia com motivação política também exibem curva de alta.

Na América Latina a Venezuela impôs várias paralisações e restrições da internet durante os primeiros meses do ano. Na região também houve fechamento de veículos de comunicação especialmente na Guatemala e Honduras.

Egito, Índia e Turquia estão entre os países com mais ataques à liberdade de informação. No Egito, mais de 34.000 sites sofreram bloqueios parciais ou completos em abril de 2019. Na Índia houve até 72 desligamentos direcionados da internet. Na Turquia pelo menos 170 meios de comunicação foram fechados desde 2016.

Países da Ásia-Pacífico, como Mianmar, Indonésia, Paquistão, Sri Lanka, Irã, Uzbequistão e Cazaquistão, também se destacam negativamente no ranking de cortes do acesso a internet e fechamento arbitrário de meios de comunicação.

Na África o problema também é comum. Estima-se que 10 países impuseram bloqueios de acesso à internet no continente. No Sudão o governo de Bashir bloqueou o serviço de mídia social antes de sua morte e o conselho de transição militar fez o mesmo quando assumiu o poder. Na Somália as autoridades também estão permanentemente bloqueando o acesso a meios de comunicação independentes.

Por sua vez, a Rússia elaborou uma legislação que proíbe a distribuição de mídia impressa sem permissão do governo e bloqueou o acesso à internet durante protestos em Moscou em agosto. Ucrânia, Bélgica, Hungria e Bulgária também bloquearam o acesso a diferentes veículos de comunicação em 2019.