A Inteligência Artificial no combate à desinformação foi tema do mídia.JOR

Kassia Nobre | 28/09/2019 08:47
A 5ª edição do mídia.JOR discutiu sobre o uso da Inteligência Artificial para combater a desinformação no ambiente digital. 

O painel “O algoritmo informado – como IA pode ajudar a combater a desinformação” contou com a diretora executiva e cofundadora do Aos fatos, Tai Nalon, com o editor do inova.jor, Renato Cruz, e com o diretor de Tecnologia, P&D da TV Globo, Paulo Henrique Castro. 

A mediação foi realizada pelo diretor do Copenhagen Institute for Future Studies, Flávio Ferrari. 

Renato Cruz chamou a atenção para o fenômeno  Deepfake, uma técnica de IA usada para combinar uma fala qualquer a um vídeo já existente. 

“Há cinco anos era extremamente caro você fazer isso. Você dependia de especialistas em efeitos especiais e muita capacidade de computação", afirmou. 

Já Tai Nalon afirma que o ambiente de desinformação trabalha com a verossimilhança. “A falsidade está no detalhe. Na foto que é verdadeira, mas foi tirada do contexto, por exemplo”, explicou. 

Crédito:Gisele Sotto


Robô checadora
A diretora do Aos Fatos falou também sobre a Fátima, a robô checadora.  Ela está no Messenger do Facebook e no Twitter.  

“No Facebook, a Fátima auxilia no processo de checagem. Ela dá dicas de como checar uma informação. No Twiiter, ela identifica pessoas compartilhando links com conteúdo falso e avisa para essas pessoas isso”, explicou.  

Nailon afirmou ainda que o público costuma se engajar mais com a Fátima. “As pessoas se sentem agradecidas por serem informadas sobre a notícia falsa. O que mostra que elas estão confusas, mas estão mais conscientes que é necessário cuidado na hora de compartilhar”, disse.  

Para a jornalista a mediação por IA é uma boa solução. “Até porque nunca vai ter gente suficiente para checar que alguma coisa está certa ou errada”, complementou.  

Aida
Paulo Henrique contou sobre as pesquisas em tecnologia do Laboratório da Rede Globo. “O laboratório tem a função de pesquisar tecnologias e colocá-las a serviço do negócio, do entretenimento e do jornalismo”, explicou.  

No caso da Aida, a âncora virtual que foi apresentada recentemente em uma feira de tecnologia, Paulo Henrique afirma que ela seria uma visão do futuro. “A Aida representa o que seria possível. A gente ainda não sabe se vai ser usado”, esclareceu.
   
mídia.JOR
Idealizado pela Revista e Portal IMPRENSA, o mídia.JOR trouxe as discussões que pautarão o futuro do jornalismo, e experiências do uso da inteligência artificial e das novas tecnologias nas redações pelo mundo. Evento aconteceu no dia 26 de setembro, no Teatro Unibes Cultural em São Paulo, e contou com o apoio da Unibes Cultural e patrocínio do Itaú Unibanco e do UOL. E o apoio de mídia da Abraji, Jeduca e Propmark.

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