Assessora de Bolsonaro, Rosa Weber e Felipe Neto estão entre os convocados pela CPI das Fake News

Redação Portal IMPRENSA | 25/09/2019 17:07
Sob protestos de membros do PSL, a CPI das Fake News aprovou  86 convites e convocações e o plano de trabalho da relatora, deputada Lídice da Mata.
Crédito:Waldemir Barreto/Agência Senado Fonte: Agência Senado


Personalidades que foram vítimas de ataques virtuais e de fake news foram convidadas para falarem de suas experiências. 

Entre elas estão o youtuber Felipe Neto, as atrizes Giovanna Ewbank, Carolina Dieckmann, o ator Bruno Gagliasso, a produtora cultural Paula Lavigne e o cantor Caetano Veloso. 

Foram chamadas a depor as provedoras Claro, Nextel, Oi, Tim e Vivo e as empresas de serviços AM4, CA Ponte, Croc Services, Deep Marketing, Enviawhatsapp, Kiplix, Quickmobile, SMS Market e Yacows, que trabalham com comunicação direcionada por meio de mídias digitais.

A assessora da Presidência da República Rebecca Félix da Silva Ribeiros Alves, também foi convocada. Em depoimento ao TSE, Rebecca, que trabalhou no diretório do PSL em Brasília e no Rio, disse que fake news eram transmitidas da casa do empresário na capital fluminense. 

Além das convocações e convites, a CPI aprovou requisições de acesso a documentos e inquéritos judiciais. Entre eles está o inquérito que o Supremo Tribunal Federal (STF) conduz desde abril contra supostas ameaças nas redes sociais contra seus membros.

Apesar de o PSL tentar obstruir a sessão, os requerimentos tiveram votação simbólica e em bloco. “As decisões são todas nulas. Nós vamos recorrer”, gritou a deputada Caroline de Toni (PSL-SC), líder da estratégia do PSL para tentar impedir o funcionamento do colegiado.

“Esta comissão não visa à perseguição de ninguém. Esta comissão visa proteger a sociedade brasileira de fake news, de perfis falsos. Fico indignado quando vejo pessoas trazerem a culpa antecipada para o colo”, respondeu o presidente da CPI, senador Angelo Coronel.


Leia também:
Assessora diz ter visto encaminhamento de fake news pró-Bolsonaro