CPMI da fake news convoca WhatsApp, Telegram, Facebook e Twitter

Redação Portal Imprensa | 11/09/2019 09:04
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News aprovou ontem a convocação de representantes no Brasil das empresas WhatsApp, Google, Twitter, Youtube, Instagram, Facebook, The Intercept Brasil e Telegram para prestar depoimento.

Crédito:Waldemir Barreto/Agência Senado
O objetivo é debater sobre a proliferação das fake news pelas redes sociais.

 “Existe hoje um processo de fake news em todas as redes sociais. É impossível a gente começar a investigar qualquer coisa se a gente não ouvir as próprias empresas que hoje são responsáveis pela constituição desses compartilhamento”, explicou a deputada Luizianne Lins (PT-CE), autora dos requerimentos. 

Alguns parlamentares do Partido Social Liberal (PSL) questionaram os motivos de ouvir os representantes das redes sociais. 

Para o senador Flávio Bolsonaro, a iniciativa poderia ser uma tática para se questionar as eleições de 2018, vencida pelo seu pai, Jair Bolsonaro. 

Seu irmão, o vereador carioca Carlos Bolsonaro será um dos convocados a depor na CPMI. “Ele e outras pessoas serão convocados. Todo agente público que tiver que ser ouvido pela comissão virá por meio de requerimento de convocação”, afirmou a deputada federal Lídice da Mata (PSB-BA), relatora da comissão.

De acordo com Lídice, a CPMI vai mirar as eleições do ano passado, em especial a disputa pelo Palácio do Planalto. Durante a campanha, Bolsonaro e Fernando Haddad (PT) estiveram sob suspeita de compartilhamento de fake news e ataques para difamar o adversário. 

A relatora da comissão apresentou o plano de trabalho do colegiado, que não chegou a ser votado, com a proposta de quatro audiências públicas.

A primeira, com acadêmicos e especialistas, seria focada em conceituar as fake news.

Já a segunda e a terceira audiências seriam realizadas com a presença dos representantes das empresas de redes sociais. 

A quarta audiência seria focada nas leis de proteção de dados.

Presidida pelo senador Ângelo Coronel (PSD-BA), a CPI mista tem 180 dias para investigar a criação de perfis falsos e ataques cibernéticos nas diversas redes sociais, com possível influência no processo eleitoral e debate público.


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