Justiça confirma prisão de jornalista cubano por crime de resistência

Redação Portal IMPRENSA | 28/08/2019 08:00
Apesar dos apelos do governo dos Estados Unidos e da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), o tribunal provincial de Guantánamo negou recurso ao jornalista Roberto Quiñones, de 61 anos, e manteve a pena de um ano de prisão.

A pena pode ser substituída por trabalho correcional, mas o jornalista diz que cumprirá na prisão por se considerar inocente e vítima de perseguição política.
Crédito:Reprodução


Colaborador do site Cubanet, com sede em Miami, o jornalista foi preso no dia 22 de abril, enquanto cobria o julgamento de um casal de religiosos processado por querer educar seus filhos em casa.

Ele foi acusado de “resistência e desobediência” por apresentar no momento da prisão um “comportamento provocador”. Quiñones diz que agentes o algemaram e o levaram à delegacia, onde ele teria sido espancado. 

“Condenamos as injustiças cometidas contra o jornalista cubano Roberto Quiñones preso por denunciar repressão cubana da liberdade religiosa. Continuaremos a usar sanções para cortar recursos do regime cubano que usa para reprimir seu próprio povo”, escreveu o secretário de Estado americano, Mike Pompeo. 

Segundo ele, os Estados Unidos continuarão recorrendo a sanções seletivas para "cortar recursos para o governo cubano, que usa sua receita para reprimir seu próprio povo". 

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) manifestou “preocupação com a persistência da criminalização em relação àqueles que exercem o direito à liberdade de expressão na ilha”.

Já a ONG Repórteres sem Fronteiras denunciou que Quiñones “foi julgado sem as garantias mínimas do devido processo por um tribunal não independente”. 


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