Jornalistas lançam centro de jornalismo investigativo colaborativo

Redação Portal IMPRENSA | 21/08/2019 12:58
Foi lançado no dia 12 de agosto o Centro Latino-Americano de Jornalismo Investigativo (CLIP, na sigla em espanhol), um projeto de colaboração em jornalismo investigativo que abordará temas como corrupção em grande escala e práticas ilegais ou antiéticas.
Crédito:Reprodução

A primeira reportagem, "Transnacionais da Fé", que trata da influência de grupos evangélicos sobre as elites do poder nos países do continente americano, contou com a participação de 15 veículos de comunicação de 13 países da região. 

 Além do CLIP, participaram desta reportagem colaborativa sites jornalísticos independentes como El Faro, de El Salvador; Agência Pública, do Brasil; El Surtidor, do Paraguai; Contracorriente, de Honduras; Mexicanos Contra la Corrupción y la Impunidad; Ciper, do Chile; Armando.Info, da Venezuela; Nómada, da Guatemala; La Voz de Guanacaste; o jornal El Tiempo, da Colômbia; o Semanario Universidad de Costa Rica e o jornalista Jonathan Castro.

“Vamos liderar projetos de colaboração transnacional de jornalismo investigativo, e queremos buscar as pessoas mais qualificadas para trabalhar nessas coisas, mas também estamos ajudando a apoiar e desenvolver projetos que outras pessoas estão cozinhando e que não conseguiram uma orientação, mas que é puramente colaborativo", disse Maria Teresa Ronderos, uma das fundadoras e diretora do CLIP, em entrevista ao Centro Knight.

 Fazem parte do projeto a jornalista brasileira Natália Viana, diretora da Agência Pública, as argentinas Marina Walker Guevara, vice-diretora do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ), e Emiliana García, diretora de La Voz de Guanacaste na Costa Rica; a colombiana Ronderos, ex-diretora do Programa de Jornalismo Independente da Open Society Foundations; e a costarriquenha Giannina Segnini, diretora do programa de mestrado em Jornalismo de Dados da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos.

"Não há ninguém como o CLIP não porque não há ninguém fazendo as coisas, mas porque este é específico para buscar padrões por meio do uso de tecnologia, junto com aliados... Queremos encontrar mais Lava Jatos", disse Segnini.

O CLIP recebe apoio de organizações sem fins lucrativos, como a Atlantic Foundation e a Tinker Foundation, mas pretende criar um "braço comercial" que permita capitalizar seu conteúdo.

Leia também: 
Plataforma de jornalismo colaborativo focado em saúde pública estreia na América Latina
Comprova 2.0 é lançado com novo enfoque na abordagem