“A transparência do processo de produção jornalístico é a forma de reconquistar a confiança do público”, afirma Sam Stewart, jornalista independente dos EUA

Kassia Nobre | 21/08/2019 09:05
O 3º Congresso Internacional de Jornalismo de Educação reuniu o jornalista independente americano, Sam Stewart, e a apresentadora do podcast Café da Manhã na Folha de S. Paulo, Magê Flores, para um bate-papo sobre as novas formas de produção e distribuição de materiais jornalísticos.

Crédito:Kassia Nobre


Sam relatou sobre o seu trabalho de verificação de conteúdo visual para o jornalismo. “O meu interesse pela desinformação surgiu desde o surgimento do celular. Pensei que a câmera de celular seria ótima para o jornalismo porque cada pessoa poderia registrar o que acontece. Porém, surgiu a manipulação das imagens. O meu trabalho é, justamente, como sabemos o que é real ou não na internet”, contou.
 
Já Magê falou sobre a produção de um podcast diário e como o formato serviu para aproximar as pessoas dos bastidores da notícia.  “O Café da Manhã tem a oportunidade de apresentar aos ouvintes os jornalistas da Folha que estão há anos trabalhando as notícias diárias. Conversar com o público faz parte da rotina de produção”, relatou. 
 
Transparência
Sam aposta na transparência do trabalho do jornalista para conquistar a confiança do público que conta com diferentes fontes de informação, inclusive, a falsa.  “A transparência do processo de produção jornalístico é a forma de reconquistar a confiança do público”, relatou.
  
Magê falou ainda que é interessante que o jornalismo mostre os bastidores da notícia para reforçar esta confiança. “O formato de podcast permite que o Café da Manhã mostre como o repórter conseguiu chegar às informações apresentadas”, afirmou. 

Interação
Para Sam, as notícias competem com uma diversidade de assuntos que estão online. “Nós competimos com tudo o que as pessoas querem mostrar. Vídeos de cachorro e gato, por exemplo”, afirmou.
 
 Magê ressalta que o jornalismo precisa estar inserido na rotina das pessoas e o podcast cumpre bem esta função.  “O áudio traz uma intimidade intrínseca com o ouvinte. Acontece de a gente desagradar, mas a Folha faz o exercício de ouvir o diferente”, contou. 

A mesa teve a mediação do diretor editorial e de produtos da Nova Escola, Leandro Beguoci. 

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