Série de iniciativas marca aniversário de sete anos da detenção na Síria do jornalista americano Austin Tice

Redação Portal IMPRENSA | 08/08/2019 10:32
No próximo dia 14 de agosto, o sequestro e detenção na Síria do jornalista freelancer americano Austin Tice completará sete anos. Uma série de ações está sendo realizada por amigos, familiares e entidades representativas de jornalistas para marcar a data. 

Ex-fuzileiro que estava cursando a Escola de Direito de Georgetown, o jornalista foi à Síria em maio de 2012 para escrever histórias como freelancer sobre o impacto da guerra no trabalho de veículos de imprensa. Ele foi visto pela última vez no dia 14 de agosto de 2012, cinco semanas após ter sido detido em um local próximo a Damasco. Um vídeo apareceu mostrando homens armados o levando vendado rumo a uma montanha rochosa. No vídeo ele dizia “Oh, Jesus. Oh, Jesus."
Crédito:Reprodução Washington Post
Exposição no Newseum sobre o jornalista detido Austin Tice
Como parte de uma parceria entre o Comitê de Repórteres pela Liberdade de Imprensa e a Repórteres Sem Fronteiras, foi publicado nesta quarta, 7 de agosto, um anúncio de página inteira no jornal Washington Post sobre o caso de Austin Tice. A peça publicitária informa: "O jornalista Austin Tice está detido na Síria há sete anos. Pedimos que os governos dos EUA e da Síria façam de seu seguro retorno uma prioridade urgente. É tempo de trazê-lo de volta para casa". 

No Newseum, museu dedicado ao jornalismo situado na Pensilvânia, um imenso banner sobre o caso Austin Tice está pendurado sobre a entrada principal há três anos.  Ao lado de uma foto com o rosto do jornalista, a peça traz a frase em caixa alta "MANTIDO PRESO POR SER UM JORNALISTA DESDE AGOSTO DE 2012". No interior do museu, uma exposição sobre Tice traz fotos, objetos de uso pessoal do jornalista e amostras de seus textos. 

Debra Tice, mãe do jornalista, disse que a situação é muito dura, e que a família esperava que o caso fosse resolvido em dias. "É difícil pensar que ele passou boa parte de seus 30 anos detido, quando deveria estar vivendo com sua família e criando os filhos", lamenta Debra.