Moisés Rabinovici lança "Escritos com a pele" no MIS

Redação Portal IMPRENSA | 02/08/2019 17:27

O jornalista Moisés Rabinovici lançou ontem à noite seu livro “Escritos com a Pele” no Museu da Imagem e do Som (MIS), para um público que aguardou horas na fila de autógrafos. O livro reúne reportagens, artigos e memórias de sua carreira de correspondente de guerra no Oriente Médio, repórter, correspondente em Washington e diretor de jornal.  Foram tantas atividades que a edição dividiu-as didaticamente nos capítulos Líbano, Brasil, El Salvador, Cuba, Equador, Ruanda, Israel, Viagens e Rabinovici.


Crédito:Reprodução

O prefácio é uma confissão surpreendente do jornalista Clóvis Rossi, da Folha de S.Paulo, falecido em junho. “Maldito seja você, Moisés Rabinovici. Roubou-me uma ideia, ou mais que um ideia, um sentimento e, a partir dele/dela produziu um livro belíssimo... Até tive e produzi um livro” (Enviado especial – 25 anos ao redor do mundo), mas não havia passado pela minha cabeça essa ideia/sentimento de que escrevemos com a pele, que é o gancho do seu livro.”

Moisés Rabinovici começou no jornalismo em Belo Horizonte. Veio para o Jornal da Tarde de São Paulo em 1966, na fundação e trabalhou lá até 2003. Em 1977 tornou-se correspondente do Grupo Estado no Oriente Médio – Israel, Egito, Líbano e Jordânia. Cobriu as negociações de paz iniciadas com a histórica viagem do presidente do Egito Anuar Sadat a Jerusalém. Ficou nessa função até o ano 2000. Era para cobrir a paz, mas Rabino cobriu uma sucessão de guerras. Atentados palestinos, intifadas, a devolução do Sinai ao Egito, o assassinato de Sadat em 1981, a expulsão de Yasser Arafat do Oriente Médio, e outras tantas páginas históricas. O livro traz uma crônica contundente sobre o assassinato do primeiro ministro israelense Yitzhak Rabin em 1995. Em boa parte do tempo, o uniforme de guerra de Rabino era uma camisa com a palavra Brasil.

Crédito:Arquivo pessoal
Rabino em ação, quando foi correspondente de guerra no Oriente Médio

Em 2002, o jornalista assumiu a direção do Diário do Comércio. Saiu em 2014 e atualmente é comentarista internacional na TV Brasil.


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