Repórteres sem Fronteiras revela missão à Arábia Saudita em favor da liberdade de imprensa

Redação Portal IMPRENSA | 11/07/2019 10:12
A organização internacional de defesa da liberdade de imprensa Repórteres sem Fronteiras (RSF) revelou a realização de uma missão na Arábia Saudita para pedir a libertação de 30 jornalistas. O anúncio foi feito durante a abertura da Conferência Mundial sobre Liberdade de Imprensa, realizada em Londres em 10 de julho. 
Crédito:RSF


A Arábia Saudita detém um dos piores recordes mundiais em matéria de liberdade de imprensa do mundo. Pela primeira vez, o reino figura entre os 10 últimos países no Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa da RSF, que conta com 180 países.

Liderada pelo secretário geral Christophe Deloire, a RSF foi a Riad em abril. A missão permaneceu confidencial até ontem devido ao Ramadan, quando houve possibilidade de libertar os prisioneiros. Mas a Arábia Saudita, cuja crise de liberdade de imprensa foi acentuada pelo assassinato do jornalista Jamal Khashoggi em outubro de 2018, não concedeu benefícios aos jornalistas presos. 

O governo saudita está sob vigilância internacional após a publicação de um relatório das Nações Unidas sobre o assassinato de Khashoggi. A situação tem sido um obstáculo à ascensão da Arábia Saudita à presidência do G20.
 
 “O assassinato de Jamal Khashoggi teve consequências extremamente nefastas para a imagem internacional da Arábia Saudita, sendo mais um ponto negativo para um dos piores países em matéria de liberdade de imprensa. Um sinal político forte por parte do governo saudita se faz hoje necessário para que se comece a desfazer tais consequências. Isto só poderia ser feito através de medidas sérias, como a libertação de todos os jornalistas aprisionados no país”, declarou Deloire.