Duas semanas após crime, polícia não divulga informações sobre assassinato de jornalista do site Lei Seca Maricá

Redação Portal IMPRENSA | 04/07/2019 08:29
Ainda não foram divulgadas pela polícia pistas sobre a autoria do assassinato do jornalista Romário Barros. De acordo com o repórter Alan Emiliano, do jornal O São Gonçalo, familiares, amigos e autoridades lamentam a falta de informações duas semanas após o crime. Fundador do site ‘Lei Seca Maricá’, sobre política, criminalidade e cultura, o jornalista foi assassinado em 18 de junho, dentro  de seu carro, no bairro Araçatiba, em Maricá (RJ).

Somente em 26 de junho os integrantes da equipe do ‘Lei Seca Maricá’ retornaram ao trabalho. Mas eles temem ser os novos alvos dos criminosos. Questionada sobre as investigações, a Polícia Civil afirmou que o trabalho segue em sigilo e que estão sendo ouvidos depoimentos de testemunhas e analisadas imagens de câmeras de segurança.
Crédito: Reprodução O São Gonçalo
Reportagem do jornal O São Gonçalo sobre falta de informações da polícia: equipe do site voltou a trabalhar com medo


Romário Barros foi o segundo jornalista morto em Maricá em menos de um mês. Robson Giorno, de 45 anos, dono do jornal O Maricá e pré-candidato à Prefeitura da cidade, foi assassinado em 25 de maio. Também neste caso as motivações para o crime ainda não foram reveladas. Tanto Romário quanto Robson eram conhecidos pela cobertura de política em Maricá. 

Os assassinatos repercutiram dentro e fora do Brasil. Além da OAB, a Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) divulgaram notas expressando indignação e pedindo urgência nas investigações.

Por sua vez, a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Audrey Azoulay, condenou os assassinatos dos jornalistas ressaltando que "a Declaração Universal dos Direitos Humanos reconhece a liberdade de expressão como um direito humano fundamental, e é imperativo que as pessoas que usam a violência para enfraquecer esse direito sejam levadas à Justiça. Não se deve permitir que a impunidade prevaleça, uma vez que ela autoriza a continuidade de ataques violentos à mídia”.

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