Equipe de TV da Record é ameaçada de morte durante transmissão ao vivo, em Vitória

Redação Portal IMPRENSA | 31/05/2019 15:13
Durante a exibição do programa Cidade Alerta Espírito Santo, da TV Vitória/Record, na quinta-feira, dia 30, a equipe de reportagem foi hostilizada por supostos criminosos nas imediações do bairro Santos Dumont, em Vitória, Espírito Santo.  
Crédito: Reprodução TV Vitória/Record
De acordo com as informações publicadas no portal R7, o repórter Waslley Leite e o cinegrafista Patrick Loureiro estavam na região para cobrir a operação que acontecia no bairro quando foram ameaçados por volta de 18h51,  durante transmissão ao vivo. 

O superintendente de conteúdo da Rede Vitória, Alexandre Carvalho, afirmou ao Portal R7 que o repórter e cinegrafista registraram um Boletim de Ocorrência. "Eles foram para a delegacia logo após o ocorrido e estão bem. Estavam no bairro para verificar se havia alguma novidade sobre a operação policial, quando uma pessoa que estava no banco do carona já chegou ameaçando. Nada de mais grave aconteceu. Vamos cobrar um posicionamento das autoridades ", relatou Carvalho.

Em nota enviada ao portal Gazeta Online, o Sindijornalistas e a Federação Nacional dos Jornalistas cobraram a responsabilidade do Estado. "Nossas entidades exigem do governo do Estado segurança de trabalho para os jornalistas e também para os moradores dessas regiões. É inaceitável que este tipo e ocorrência tenha se tornado uma rotina. É preciso que o Estado retome de fato o controle por meio de políticas públicas e de segurança".

Também em nota enviada ao portal, a Secretaria de Estado de Segurança Pública do Estado do Espírito Santo repudia a ação que "ameaçou e tentou agredir os profissionais da imprensa que faziam a cobertura jornalística do fato" e que "o setor de inteligência já iniciou o levantamento das informações para auxiliar na investigação".

Investigações

De acordo com o portal R7, a autoridade policial que acompanha o caso afirma já ter identificado os suspeitos envolvidos nas ameaças à equipe. Segundo o delegado Fabiano Rosa, que acompanha o caso, também foram identificados os suspeitos de terem colocado fogo em um carro da emissora, na mesma região, no início de maio.

Um deles seria Fernando Moraes Pereira Pimenta, conhecido como Marujo. Ele é suspeito de ser um dos chefes do tráfico no Bairro da Penha. O outro suspeito é Geovani de Andrade Bento. Os dois estariam a mando de Carlos Alberto Furtado da Silva, que está preso na penitenciária de segurança máxima ll, em Viana, na região metropolitana de Vitória.

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