Engajamento em fake news superou o da mídia tradicional nas eleições ao Parlamento Europeu

Redação Portal IMPRENSA | 27/05/2019 12:25

Meses antes da realização das eleições para o Parlamento Europeu, a União Europeia (UE) já se preocupava com os danos que as fake news poderiam causar ao processo. Um estudo divulgado pela Universidade de Oxford mostrou que o temor não era desnecessário. 

Crédito: Reprodução

De acordo com os resultados do levantamento feito pelo Instituto de Internet da instituição, as notícias falsas e com conteúdos extremistas obtêm mais engajamento no Facebook. Nessa plataforma, as chamadas junk news, categoria que engloba notícias de baixa qualidade caracterizadas com conteúdos corrompidos, mentirosos, descontextualizados etc tiveram engajamento entre 1,2 e quatro vezes maior do que o material produzido por veículos jornalísticos profissionais.  


Os pesquisadores também analisaram mais de 580 mil mensagens no Twitter. Nesse caso, o engajamento com esse tipo de conteúdo foi menor. Menos de 4% das fontes analisadas no microblog apresentavam conteúdos focados em junk news. A Polônia foi a única exceção com 21% dos conteúdos analisados se enquadrando nessa categoria. No geral, a mídia tradicional teve 34% das informações compartilhadas.  


A pesquisa foi realizada entre os dias 5 e 20 de abril, utilizando hashtags relacionadas à eleição. Além dos números gerais, outra conclusão importante diz respeito ao tipo de junk news mais frequentes detectados. Conteúdos com temáticas populistas, como anti-imigração e islamofobia foram bastante utilizados.
 

Acesse a íntegra do estudo.


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