Polícia mexicana prende suspeito de participar em assassinato de jornalista

Redação Portal IMPRENSA | 21/05/2019 12:06

Um homem suspeito de ter participado do assassinato do jornalista Francisco Romero Diaz foi preso pela polícia do México. O crime foi cometido no último dia 16, na colônia Forjadores. 

Crédito: Reprodução/Facebook
Romero Diaz recebeu homenagens na página criada por ele no Facebook para divulgação de notícias policiais e sobre Justiça

De acordo com comunicado oficial, o suspeito está à disposição do Ministério Público do Estado de Quintana Roo. De acordo com o relato oficial, o homem informou que o assassinato foi combinado no dia do crime. A confissão foi feita por ele após ter sido preso pela participação em outro crime praticado posteriormente.


Romero Diaz já havia sido ameaçado de morte antes, motivo pelo qual estava sob medida de proteção federal. De acordo com informações obtidas pela Repórteres Sem Fronteira (RSF), na madrugada do crime, ele recebeu uma ligação chamando-o para cobrir um acontecimento importante no bar "La Gota". Horas depois, ele foi encontrado morto, com dois tiros na cabeça, a poucos metros do local.  


A vítima era colaboradora do jornal Quintana Roo Hoy e responsável por uma página no Facebook chamada Aconteceu Aqui que cobria o noticiário sobre polícia e Justiça. Romero Diaz estava sob proteção policial desde 2018. No dia do crime, porém, ele não estava acompanhado por policiais encarregados de fazer sua segurança. 


Pouco depois de ser eleito presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, falou sobre a situação de insegurança dos profissionais da imprensa. O governante prometeu que garantiria justiça e proteção a jornalistas. 


Segundo levantamento realizado pela RSF, porém, Romero Diaz é o quinto comunicador mexicano morto no país desde o início deste ano. Na edição mais recente do Índice Global de Impunidade, elaborado pelo Comitê para Proteção dos Jornalistas (CPJ), o México aparece como o país latino-americano com maior número não solucionado de ocorrências contra profissionais da comunicação.  


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