Empoderar a imprensa livre é um dos pilares da informação verdadeira, diz representante da UE

Redação Portal IMPRENSA | 17/05/2019 10:55

"Temos que empoderar a imprensa livre como um dos pilares da livre informação verdadeira", declarou Hilde Hardeman, diretora do Serviço de Instrumentos de Política Externa da União Europeia (UE). Hilde foi uma das palestrantes convidadas na abertura do Seminário Internacional Fake News e Eleições. 

Crédito: Divulgação/TSE
Presidido pela ministra Rosa Weber (ao centro) o TSE promove seminário para debater a propagação de notícias falsas

Aberto ontem (16), o evento está sendo realizado em Brasília (DF), promovido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o apoio da União Europeia e a participação de convidados do Brasil e do exterior.

Ricardo Gutiérrez, secretário-geral da Federação Europeia de Jornalistas (EFJ), ressaltou que nem censura nem supressão de conteúdos podem resolver o fenômeno da desinformação, popularmente chamado fake news. Para isso, o fundamental é a valorização do jornalismo profissional e responsável.   


Utilizado com frequência por propagandistas estatais, trolls e disseminadores de conspirações para atacar conteúdos produzidos pela imprensa tradicional e por jornalistas profissionais, na opinião de Gutiérrez, o termo é usado para minar a confiança em veículos de comunicação ao invés de indicar os reais responsáveis pela propagação de conteúdo falso, desatualizado ou calunioso, principalmente pela internet. "Ninguém acredita em nada mais. Isso nos preocupa demais". 


Gutiérrez apresentou pesquisas indicando que mais de 80% das pessoas no Brasil e na União Europeia se preocupam com os efeitos políticos da propagação de desinformações. Para o executivo, combater o fenômeno sem comprometer a liberdade de expressão demanda investir na credibilidade dos veículos comprometidos com a divulgação da verdade. 


Nesse processo, a valorização do jornalismo livre e de excelente qualidade aliado à alfabetização midiática da população é a solução. "Precisamos fornecer instrumentos aos nossos cidadãos para que eles possam fazer a diferença entre uma fonte de informação confiável e uma não confiável", completou. 


Vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, o ministro Luiz Fux lembrou que "fake news e democracia não combinam". Enquanto a presidente do TSE, ministra Rosa Weber, alertou que "a sociedade deve estudar, compreender e acompanhar o fenômeno das fake news para que seja possível, ao menos, minimizar a sua esfera de influência na salvaguarda da lisura de exercício do bem maior, que é a democracia". 


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