Editora Três reduz equipe e fecha escritório da IstoÉ em Brasília

Redação Portal IMPRENSA | 23/04/2019 12:51

A sucursal de Brasília da revista IstoÉ não funciona mais em escritório próprio. Em postagem feita em sua página no Facebook, o diretor Rudolfo Lago anunciou a decisão tomada pela Editora Três, responsável pela publicação. 

Crédito: Reprodução

No relato, o jornalista informa também que a editora tomou a decisão de acabar com a revista Planeta, a primeira da editora fundada por Domingo Azulgaray. Apesar disso, a IstoÉ sempre foi o carro-chefe no portfólio da editora. 


"Eu não tenho a menor dúvida de que é um passo célere para o fim da revista e da Editora Três", lamentou o executivo em sua postagem.  O Portal IMPRENSA tentou, mas não conseguiu contato com representantes da empresa para comentar o assunto. 


Brasília era a única sucursal em atividade.  Até o anúncio da mudança, três profissionais eram responsáveis pela cobertura jornalística a partir da capital federal. Segundo informações do site Poder 360, apenas o repórter Wilson Lima segue na publicação, mas a partir de agora em sistema de home office. 


Segundo Lago, a sucursal já teve mais de 20 jornalistas desde sua criação, no fim dos anos 1970. Apesar de ter passado os últimos anos com uma equipe bem reduzida, o jornalista relata que pelo menos 20 das 70 páginas editoriais da publicação eram produzidas pelo grupo de Brasília. 


Relembrando recentes matérias marcantes da capital federal - como a atuação de Flávio Bolsonaro nos bastidores para barrar a CPI Lava Toga, os áudios das conversas comprometedoras de um secretário do governo do Paraná que acabaram levando à prisão do ex-governador Beto Richa, entre outras -, Lago lamenta o fim melancólico da sucursal. 


"Enquanto vamos aqui recolhendo nossas coisas pessoais e nossos papeis, vamos assistindo melancólicos a mais um capítulo dessa triste crise do jornalismo brasileiro. No Brasil, essa crise que é do modelo agravou-se muito pelos equívocos cometidos pelos responsáveis por cada publicação, que não perceberam – e ainda não percebem – as mudanças. Aqui, toma-se a decisão de eliminar o principal foco de produção. Sei lá: vão-se os dedos para não se perder os anéis...", escreveu. 


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