Jornalistas presos em Myanmar vão receber prêmio Liberdade de Imprensa da Unesco

Redação Portal IMPRENSA | 11/04/2019 11:27

Os jornalistas Kyaw Soe Oo e Wa Lone, de Myanmar, vão receber o Prêmio Guillermo Cano de Liberdade de Imprensa da Unesco em 2019. Os dois foram detidos pelo governo de seu país, em 12 de dezembro de 2017, quando trabalhavam para a agência Reuters investigando violações aos direitos humanos no Estado de Rakhine. Eles cumprem sentenças de sete anos de reclusão. 

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"Wa Lone e Kyaw Soe Oo simbolizam o ressurgimento de seu país após décadas de isolamento. De origem modesta e provinciana, ambos trabalharam duro para seguir carreiras que teriam sido impossíveis na época em que nasceram. Eles foram presos porque documentavam um tópico tabu referente a crimes cometidos contra os rohingyas. A escolha de Wa Lone e Kyaw Soe Oo paga um tributo a sua coragem, resistência e comprometimento com a liberdade de expressão", disse Wojciech Tochman, presidente do júri que selecionou os premiados, em comunicado. 


Os rohingyas são um grupo étnico de religião muçulmana. Em Mianmar, país predominantemente budista, a maior parte dessa comunidade se concentra no Estado de Rakhine. 


A premiação será entregue no próximo dia 2 de maio como parte da celebração pelo Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, comemorado um dia depois. A cerimônia será realizada na Etiópia. O tema escolhido para esse ano é "Mídia pela Democracia: Jornalismo e eleições em tempos de desinformação". 


O prêmio é outorgado a profissionais com reconhecida contribuição na defesa e promoção da liberdade de imprensa, principalmente diante do perigo. Guillermo Cano Isaza, que dá nome à premiação criada em 1997, foi um jornalista colombiano assassinado em frente à sede do jornal El Espectador, em Bogotá, na Colômbia, em dezembro de 1986. 


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