Clube identifica e pode excluir torcedor que assediou jornalista

Redação Portal IMPRENSA | 05/04/2019 09:31

A jornalista Laura Gross se tornou mais uma vítima de assédio. Na quarta-feira (3), antes do jogo entre Internacional e River Plate, no Beira-Rio, pela Libertadores, um homem tentou beijar à força a repórter da Rádio Guaíba enquanto ela trabalhava.  

Crédito: Reprodução

Em sua conta no Twitter, o presidente do clube gaúcho informou ter identificado o responsável pela agressão. Marcelo Medeiros disse que "a denúncia será encaminhada à ouvidoria para abertura de processo disciplinar, podendo resultar na exclusão do quadro social". 


Depois de finalizar a cobertura do jogo, Laura relatou o ocorrido pelo Twitter. De acordo com o relato, um torcedor tentou beijá-la duas vezes. Acompanhado de um amigo, ele se aproximou da repórter dizendo querer dar uma entrevista porque ela era uma muito linda. "Não podemos ir embora sem aproveitar, né?", disse o rapaz, segundo Laura.


A jornalista percebeu que os dois estavam alcoolizados, mas para não ser arrogante nem demonstrar medo começou a ouvi-lo. "Mas depois que um deles veio em minha direção, segurou minha cabeça e tentou me dar um beijo à força, eu percebi que perdemos. Perdemos como seres humanos, humanidade, como sociedade", escreveu a repórter.


Ela o repeliu, disse que não queria ser beijada e se afastou da dupla, mas o agressor a seguiu e fez mais uma investida. "Foi quando eu empurrei a cara do desgraçado com meu cotovelo e gritei mandando sair QUE EU NÃO QUERIA BEIJO", disse Laura em seu relato. 


Pouco depois de sua postagem, o clube se manifestou na mesma rede social, lamentando o ocorrido e afirmando repudiar qualquer atitude agressiva. "Estamos em busca dos responsáveis e tomaremos as medidas legais cabíveis", escreveu Marcelo Medeiros. 


Após a informação de que o agressor havia sido identificado, Laura agradeceu a postura do Inter e disse ter sido informada que o mesmo "torcedor atacou também outras três mulheres depois" dela.

 

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