"A comunicação tem a missão de construir pontes para a paz", diz representante da CNBB

Redação Portal IMPRENSA | 01/04/2019 10:29

Os desafios do rádio para se manter um empreendimento financeiramente saudável e socialmente relevante no novo cenário de mídia foi o tema do 2º Congresso de Rádio Católica no Brasil. O encontro foi realizado na capital paulista e reuniu cerca de 200 membros do setor de comunicação radiofônica do país. Compareceram ao evento radiodifusores, representantes governamentais e especialistas no setor de comunicação. 

Crédito: Divulgação
Secretário nacional de radiodifusão, Elifas Gurgel foi um dos participantes do Congresso

Representante da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Devair Araújo da Fonseca, lembrou o papel da imprensa e ressaltou a adequação do momento para a criação de novas oportunidades e união entre os profissionais do setor. "Os comunicadores são construtores de pontes, em tempos de esperanças e dificuldades. A comunicação tem a missão de construir pontes para a paz", afirmou. 


Entre os participantes estava Cristiano Lobato Flores, diretor geral da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert). O executivo participou do painel sobre desregulamentação do setor. Flores argumentou que o excesso de regulamentação da radiodifusão no país prejudica a livre iniciativa, provoca custos desnecessários e engessa as operações. 


"A desregulamentação permitirá, de um lado, que o radiodifusor foque seus esforços e objetivos na qualificação de sua programação e , de outro, permitirá que o regulador desenvolva e implemente políticas públicas vitais para o nosso setor. A desregulamentação está no topo de nossa agenda e apoiamos o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) nas iniciativas que possam eliminar a burocracia e fortalecer o nosso setor", disse Flores. 


O MCTIC foi representado pelo secretário de radiodifusão, Elifas Gurgel. O executivo abordou o cenário de migração do rádio AM para o FM, a digitalização da TV e os aparelhos de celular com chip FM desbloqueado. 


Em uma das mesas debatedoras, Sioni Gonçalves, especialista em marketing em comunicação falou sobre gestão de negócios e destacou a necessidade do rádio se adaptar à nova realidade do mercado. "O mercado mudou muito com as novas mídias, por isso agora temos novos clientes e também a forma de investir em mídia é diferente. Esse é o motivo pelo qual precisamos atualizar nossa gestão de rádio", explicou.


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