Radialista é o quarto jornalista assassinado no México em 2019

Redação Portal IMPRENSA | 18/03/2019 11:12

O radialista Santiago Barroso foi assassinado a tiros na porta da sua casa na noite de sexta-feira (15), no México. De acordo com o site Animal Politico, ele é o quarto profissional de imprensa morto esse ano no país.

Crédito: Reprodução

Barroso chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital. De acordo com relatos da Red Sonora de Periodistas, ele estava atendendo um chamado na sua porta quando foi assassinado. 


Os motivos do crime ainda não foram divulgados, mas a polícia abriu investigação. Em sua página no Twitter, a Red Sonora de Periodistas disse que, segundo as autoridades, Barroso foi atingido por três tiros: um na clavícula esquerda e dois no abdômen. 


O radialista era apresentador do programa San Luis Hoy, na Río Digital, e diretor do site Red 653. A agência da ONU no México lamentou a morte de Barroso e destacou a importância que crimes como esse não fiquem impunes: "Este e os demais crimes contra a liberdade de expressão devem ser investigados e esclarecidos. Apenas assim será possível enviar uma mensagem clara de apoio aos que exercem o jornalismo. A eficaz e completa investigação desse crime deve incluir como uma de suas linhas a possível vinculação com a atividade (profissional)".


O México é considerado o país fora de zona de conflito mais perigoso para o exercício do jornalismo.

Recentemente, a organização Repórteres Sem Fronteira (RSF) levou a questão da impunidade de crimes contra jornalistas no México à Corte Penal Internacional. Segundo o Animal Politico, somente este ano, foram assassinados os jornalistas Reynaldo López, Rafael Murúa e Jesús Ramos Rodríguez.


No fim do ano passado, o presidente Andrés Manuel López Obrador declarou que seu governo garantiria "justiça e proteção" aos jornalistas no país.

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