O Globo lança plataforma com conteúdos sobre temas femininos e diversidade

Redação Portal IMPRENSA | 08/03/2019 18:19

O jornal O Globo lançou nesta sexta-feira (8), Dia Internacional da Mulher, uma plataforma digital onde o tema é a discussão da condição da mulher. Batizado de Celina - em homenagem à professora Celina Guimarães Viana, pioneira do voto feminino no Brasil -, o espaço editorial promete debater em profundidade também questões de gênero e diversidade.

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"O DNA do jornal é o de reportagens aprofundadas, de investigação, de ouvir múltiplas vozes, de expor vários lados de uma questão. Celina terá esse mesmo DNA. Vamos mergulhar nos principais assuntos e apresentar dados novos e pontos de vista diversos", explica a editora executiva Maria Fernanda Delmas. 


O conteúdo da plataforma incluirá reportagens, artigos, entrevistas e vídeos produzidos por todas as editorias do jornal e por seus colunistas. Periodicamente, o jornal impresso trará reportagens especiais com o selo do projeto. Em breve, o conteúdo da plataforma estará também em uma newsletter semanal e, ainda no primeiro semestre deste ano, terá um banco de fontes aberto ao público com sugestões de especialistas mulheres em diversos campos do conhecimento. 


A plataforma já chega com conteúdos impactantes desde o primeiro dia. Em vídeo, profissionais que trabalham na empresa relatam casos de assédio sofridos durante a vida. Em outra reportagem, uma pesquisa mostra o crescimento nos relatos de abusos via internet. 


Além da criação da plataforma digital, O Globo afirma que seu compromisso com a pluralidade se estende à composição de sua própria equipe. De acordo com a empresa, a redação integrada (jornais O Globo e Extra e revista Época) tem 409 profissionais, sendo 237 homens (58%) e 172 mulheres (42%). Nos cargos de chefia, empate: 65 mulheres e homens. A diversidade de gênero e raça também é usada como critério na escolha de estagiários. 


A diversidade tem sido incentivada mesmo na busca de fontes para produção de conteúdo, diz a empresa. Para comprovar a mudança, cita que uma amostra pesquisada em seu acervo, referente ao período entre 25 de fevereiro e 3 de março de 1969, continha 258 entrevistados sendo 234 homens e 24 mulheres. Em 2019, considerando os mesmos dias, foram 433 homens e 212 mulheres, um crescimento de 9% para 33% na representação feminina presente em suas páginas em 50 anos. 


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