Jornalista dissidente do Chavismo morre após sofrer agressões

Redação Portal IMPRENSA | 07/03/2019 14:33

O jornalista Alí Domínguez morreu na madrugada de ontem (6), no hospital Domingo Luciani, em Caracas, capital da Venezuela. Ele estava internado em coma, desde o dia 1º de março, depois de ter sido encontrado machucado e inconsciente em uma rodovia. 

Crédito: Reprodução

De acordo com informações da organização de direitos humanos Provea, ele chegou ao local com "um quadro de saúde delicado que incluía traumatismo crâneo-encefálico, fratura nasal, perda de dentes, entre outras lesões". A entidade disse ainda que ele ficou 15 horas no hospital sem receber atendimento. 


Domínguez estava desaparecido desde o dia 28 de fevereiro. Ele havia sido visto pela última vez na sede do jornal El Nacional, participando de uma reunião de voluntariado a favor do recebimento de ajuda humanitária em Caracas. 


O jornalista, que já foi apoiador do governo de Nicolás Maduro, havia trocado de lado e denunciado supostos casos de corrupção na Universidad Bolivariana de Venezuela. Desde então, ele passou a receber ameaças contra sua vida.  


A família do rapaz, que era dirigente do Movimiento Amplio Desafío de Todos (MADDT), disse não acreditar na versão de atropelamento porque não há ferimentos em outras partes do corpo. A Provea informou que a Polícia Nacional Bolivariana disse ter encontrado Domínguez na rodovia Francisco Fajardo de onde o levou para o hospital. 


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