Mídia aposta em conteúdos pagos como principal fonte de receita em 2019

Redação Portal IMPRENSA | 11/01/2019 11:15

Uma pesquisa realizada pelo Reuters Institute For Study indicou que as assinaturas e associações são as principais apostas das empresas jornalísticas como fonte de renda em 2019. O Journalism, Media and Technology Trends and Predictions foi realizado com a participação de 200 empresas de mídia de 29 países.

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As assinaturas foram consideradas como a principal fonte de receita esperada para este ano por 52% dos entrevistados. A publicidade impressa aparece em segundo (27%), seguida pela digital (8%) e programas de doações (7%) entre as apostas para obtenção de receita. 


Apesar de sua posição de destaque na expectativa de receitas, a assinatura ainda demanda evolução em seus programas. 


O levantamento também indicou uma crescente aceitação de que alguns segmentos de notícias de qualidade podem necessitar de subsídios. Para 29% dos entrevistados, as organizações sem fins lucrativos são a fonte esperada para esse auxílio. Outros 18% esperam ajuda das plataformas tecnológicas.


As empresas também estão redimensionando a atenção dada ao Facebook em seus modelos de negócios. Menos da metade dos entrevistados (43%) disseram acreditar que a plataforma será "importante" ou "extremamente importante" em 2019.


Os entrevistados revelaram ainda uma renovação de foco em indicadores de confiabilidade de notícias para ajudar os leitores a escolher em que e em quem confiar. Para 78% deles, investimentos em inteligência artificial ajudarão a assegurar o futuro do jornalismo. A mesma porcentagem acredita que as tecnologias ativadas por voz terão um impacto significativo na maneira como a audiência acessa os conteúdos oferecidos, enquanto 75% acha que a oferta de áudios está se tornando mais importante em suas estratégias de conteúdo e comerciais.


Em contrapartida, a pesquisa indica que o crescimento dos paywalls tem afastado pessoas do noticiário de qualidade e pode levar à evasão e adoção de "softwares de bloqueio de paywall". Quanto à propagação de desinformação nas redes, os entrevistados acreditam que a questão continuará a ser um problema em 2019. 


Acesse a pesquisa aqui.


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