Comissão Europeia divulga plano para combater estratégias de desinformação em redes sociais nas eleições

Redação Portal IMPRENSA | 06/12/2018 20:02

A Comissão Europeia lançou um plano de combate a disseminação da desinformação que afeta em cheio o comportamento pouco comprometido das empresas responsáveis pelo funcionamento das redes sociais. A partir de 1º de janeiro, as grandes plataformas de internet, como Facebook, Google, Youtube e Twitter, terão a informar os resultados de suas ações no combate às fake news a Bruxelas.

Crédito:Pixabay

De acordo com o jornal El País, inicialmente, a medida está prevista para valer até maio de 2019, quando serão realizadas as eleições para o Parlamento Europeu. As informações a serem repassadas serão relacionadas principalmente ao fechamento de contas falsas, rastreamento de bots e sobre a colaboração dessas plataformas com serviços externos de checagem de informações e conteúdos.


Em outubro, as principais redes sociais assinaram um código de conduta voluntário com a União Europeia no qual se comprometeram a redobrar seu empenho no combate às fake news. O alto comando da comunidade europeia tenta se precaver para possíveis influências negativas da propagação de desinformação em cerca de 50 processos eleitorais que devem ser realizados no continente nos próximos dois anos.


A Rússia é apontada como uma possível fonte desse comportamento. "Há muitas provas que apontam para a Rússia como uma das principais fontes de desinformação na Europa. A desinformação faz parte da doutrina militar da Rússia e sua estratégia e enfraquecer e dividir o ocidente", disse o vice-presidente da Comissão para a Área Digital, Andrus Ansip.


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