Cruz Vermelha premia melhores reportagens de cobertura humanitária internacional

Redação Portal IMPRENSA | 07/11/2018 12:59

A reportagem "RefugiadAs", produzida pela TV Brasil, foi a vencedora da segunda edição do Prêmio CICV de Cobertura Humanitária Internacional. A segunda colocação ficou com o especial "A vida de refugiados dos rohingyas, um povo muçulmano", da GloboNews. A reportagem "Órfãs de Terra-Mãe", do portal Metrópoles, ficou em terceiro. A premiação é promovida pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e foi entregue na noite de terça-feira (6), no Memorial da América Latina, em São Paulo. 

Crédito:Reinaldo Canato/CICV

"RefugiadAs" foi exibida no programa Caminhos da Reportagem e concorreu com cerca de 50 outras produções. O objetivo do prêmio é fomentar a produção de conteúdo de qualidade sobre temas humanitários na imprensa brasileira. 


A equipe vencedora foi representada por Aline Beckstein e João Marcos Barboza. Aline falou sobre a produção. Segundo ela, a reportagem buscou mostrar a força das personagens para recomeçar a vida em um país diferente, lidando com todas as dificuldades físicas e de idioma. "Que força é essa que motiva essas mulheres? A despeito e apesar de tudo o que elas vivem no país de origem, tentarem uma nova vida aqui, com dignidade, com força e acima de tudo com muita coragem", disse.  


Uma das juradas do prêmio, a jornalista Cristiana Mesquita, da Associated Press, elogiou o especial vencedor. "Ao dar voz a mulheres refugiadas de diferentes culturas, o trabalho da TV Brasil mostrou o que realmente nos une – nossa humanidade. Sem deixar de falar das enormes dificuldades, as pessoas retratadas mostram que com esperança e determinação estão dispostas a recriar suas vidas no novo país”, destacou. 


A chefe da delegação do CICV para a Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai, Simone Casabianca-Aeschlimann, falou sobre a premiação e destacou a importância da humanização na cobertura jornalística. "Não importa a distância geográfica ou cultural, uma cobertura humanitária resultará essencialmente em gente tendo acesso a histórias de gente. É isso que vai conectar o brasileiro à história de um rohingya ou de um somali", explicou. 


Veja aqui a reportagem da GloboNews, e neste link a reportagem do portal Metrópoles.  


 


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