Em meio a críticas, Facebook chega a 2,6 bilhões de usuários no mundo

Redação Portal IMPRENSA | 31/10/2018 09:01

Falem mal, mas falem de mim. A máxima popular parece estar dando certo para o Facebook. Mesmo sendo alvo de várias críticas por causa de vazamentos de dados e da baixa eficiência no combate à disseminação de conteúdos falsos, a empresa anunciou ter chegado a 2,6 bilhões de usuários no mundo, incluindo todas as suas plataformas (WhatsApp, Instagram, Messenger e o próprio Facebook). 

Crédito:Facebook/Divulgação

Em comunicado oficial, Mark Zuckerberg aproveitou para falar sobre as críticas à postura da empresa em relação às fake news. "Nós ainda temos pelo menos um ano antes de os nossos sistemas estarem no nível que queremos, mas eles estão ficando melhor a cada dia e isso é por conta tanto da tecnologia quanto das pessoas. Nossos sistemas para identificação proativa de conteúdo prejudicial estão melhorando. Nossos sistemas para detecção de interferências nas eleições estão mais maduros agora", afirmou. 


Durante o mais recente processo eleitoral brasileiro, o WhatsApp, plataforma de troca de mensagens instantâneas, foi apontado como um dos principais canais para propagação de mensagens de conteúdo enganoso. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Polícia Federal também estão investigando um esquema irregular de disparo de mensagens para favorecer o presidente eleito Jair Bolsonaro. 


De acordo com Zuckerberg, as receitas da empresa aumentaram 33% no último trimestre em relação ao mesmo período no ano passado. O valor atual é de US$ 13,7 bilhões, cerca de R$ 50 bilhões. 


O empresário também falou sobre perspectivas de futuro. Segundo ele, há três tendências desafiadoras. A primeira diz respeito às questões de segurança. Há ainda a migração do público das redes sociais para os serviços de mensagens privadas e para os recursos de stories (disponível no Instagram) e o crescimento na utilização de vídeos (setor atualmente liderado pelo Youtube). Segundo Zuckerberg, nos próximos dez anos, as interações serão focadas em grupos e comunidades. 


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