Jornalista lança biografia sobre revolucionário do ensino profissionalizante

Marta Teixeira | 10/10/2018 16:42

Jornalista, professor e escritor, Ricardo Viveiros lançou o 41º livro de sua carreira. "Pelos Caminhos da Educação - A trajetória do professor Walter Vicioni" é uma biografia que busca inspirar não apenas estudantes, mas todos aqueles que valorizam o ensino como uma ferramenta de transformação social. 

Crédito:Divulgação
Com 224 páginas, a publicação mostra como o diretor regional do Senai e superintendente licenciado do Sesi-SP contribuiu para a valorização do ensino profissionalizante no país. Vicioni foi o responsável pela implantação e coordenação do regime em tempo integral nas escolas da rede Sesi e estruturou o ensino médio articulado com o técnico no Senai, além de ter criado as editoras das duas instituições.

Recentemente eleito para a cadeira 36 da Academia Paulista de Educação (APE), Vicioni tem uma história de 48 anos de atuação no setor de educação e é um dos mais respeitados profissionais da área no país e no exterior. O livro narra as experiências nacionais e internacionais educativas mais importantes de um homem que esteve a serviço da Unesco e de outras entidades internacionais. 

Para Viveiros, uma história que precisava ser compartilhada para inspirar novos guerreiros da educação. Leia a seguir uma entrevista com o autor.
 
Em um país no qual a educação, via de regra, não é tratada com a devida atenção, qual a importância de contar a história de um personagem com Walter Vicioni Gonçalves?

Exatamente por isso, uma história de um educador consciente, que realizou e segue realizando um trabalho responsável, trazendo ideias inovadoras e viáveis significa muito além de um bom exemplo. É motivação para mudar, evoluir o ensino no país. 
 
Até recentemente, o ensino profissionalizante era considerado uma opção inferior às carreiras universitárias, como avalia a participação de Vicioni na mudança desse padrão?

Ele não apenas revolucionou o ensino profissionalizante no Brasil e em outros países, nos quais esteve prestando serviços via Unesco e outros organismos internacionais, como criou as primeiras faculdades voltadas ao ensino de tecnologia de ponta.  

Já são 41 livros publicados, como concilia as carreiras de escritor e jornalista sendo ambas tão exigentes?

O jornalista que sou ensinou o escritor que me tornei. O jornalista trabalha com fatos, o escritor pode trabalhar com ficção. Um renova o outro. Mas, claro, sou sempre muito exigente com qualidade. 
 
Como jornalista e professor, como avalia a formação do profissional de comunicação no país? 
Estamos ainda passando por transformações, aperfeiçoamentos. Mas, evoluiu muito a qualidade do ensino, a despeito da não exigência do diploma. Aliás, esse fato fez com que a maioria dos alunos seja realmente vocacionada. 
 
Já tem ideia para o próximo livro?

A biografia de um japonês que de imigrante muito pobre tornou-se um grande empresário no Brasil. Uma vida exemplar. 


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