Justiça investiga suspeitas de fake news. TSE admite dificuldade para lidar com o problema

Redação Portal IMPRENSA | 08/10/2018 08:37
Vídeos com imagens de pessoas portando arma na hora do voto, com eleitores alegando ter enfrentado dificuldades para registrar o voto no candidato de sua preferência, fatos ou fake news? O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai apurar as denúncias de supostas irregularidades ocorridas no primeiro turno das eleições no Brasil. Os candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) vão disputar o segundo turno. 

Crédito:Valter Campanato/Agência Brasil
"Nós não encontramos, até o presente momento, nenhum indicador de que essas fake news, que viralizaram, tenham qualquer base fática ou real", afirmou o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann. Segundo ele, as denúncias de possibilidade de fraude no sistema eletrônico de votação e os responsáveis pelas mesmas estão sendo investigados. O ministro informou que caso haja configuração de divulgação de notícias falsas essas pessoas serão denunciadas e punidas. 
 
O combate à propagação das fake news tornou-se uma das prioridades para o TSE admitiu a ministra Rosa Weber. Em entrevista pós-primeiro turno, a presidente do Tribunal admitiu que a entidade teve dificuldades para lidar com o problema. "Não é que o TSE nada tenha feito. Prevenir fake news, eu não conheço como poderíamos ter atuado nessa área onde temos um princípio maior da liberdade de expressão", explicou. 

A ministra admitiu ainda que o combate à propagação de notícias falsas é uma dificuldade real para o Tribunal. "O TSE tem dificuldades para enfrentar esse problema, como nós todos temos. Toda colaboração que vier, inclusive da imprensa, será extremamente bem-vinda", acrescentou. "Essas notícias falsas se dirigem contra a credibilidade da Justiça Eleitoral e, consequentemente, se voltam contra a democracia e as instituições", complementou.

Algumas das denúncias feitas foram esclarecidas no próprio dia da eleição. O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, por exemplo, divulgou nota oficial afirmando que as imagens divulgadas em redes sociais alegando que as urnas eletrônicas não processavam votos para determinado candidato a presidente foram resultado de equívocos de eleitores. De acordo com o TRE-MT, essas pessoas tentavam começar a votar já pela escolha de presidente, mas as urnas são programadas para seguir uma ordem pré-estabelecida de votação. No caso: deputado federal, deputado estadual, senador, senador, governador e presidente. 

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