Jornalistas da Band e de A Tribuna (MT) são alvos de agressões

Redação Portal IMPRENSA | 02/10/2018 10:18
Mais dois jornalistas foram alvo de agressões no exercício da profissão. Em São Paulo, a repórter Ana Nery, da Rádio Bandeirantes, levou uma cabeçada e foi xingada por um manifestante durante o ato de apoio ao candidato à presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), no último domingo, na avenida Paulista, em São Paulo (SP). Em Rondonópolis (MT), a vítima foi o  o repórter Denilson Paredes, do jornal A Tribuna (MT), que levou um soco e quase foi atropelado na última quarta-feira (26/09) ao flagrar o descarte irregular de material de construção às margens de um córrego em Rondonópolis. Os dois profissionais registraram Boletins de Ocorrência. 

Crédito:Reprodução/Twitter




Segundo Ana, o homem xingou a imprensa de forma geral e ao ser informado por ela que o caso seria registrado na polícia passou a se aproximar para intimidar a profissional. "As pessoas começaram a se acumular ao redor. Quando peguei o celular para fotografá-lo, ele deu a cabeçada em mim. Felizmente, a cabeça dele bateu no celular e caiu na minha cabeça. Felizmente também consegui fazer o clique exatamente na hora da cabeçada. A imagem ficou focada no rosto dele, de boca aberta, mostrando que estava me xingando", explicou a repórter no programa 90 Minutos, da Rádio Bandeirantes. 

No relato, ela informou ainda que os policiais presentes mandaram o agressor se afastar enquanto outros manifestantes a ajudaram e se ofereceram para servir como testemunhas da agressão. 

Em nota oficial, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) condenou a agressão à repórter. "A Abraji condena a agressão a Ana Nery, ponto máximo na escalada de ataques de apoiadores do candidato registrada ao longo da última semana. Como se o assédio massivo direcionado a jornalistas em redes sociais e as ameaças de violência física não fossem graves o suficiente. É lamentável, ainda, a postura passiva dos policiais militares diante da hostilidade do manifestante. Um país que não compreende a diferença entre crítica ao trabalho jornalístico e violência contra profissionais da imprensa coloca a democracia - e a si próprio - em grave risco", escreveu a entidade.