México chega ao oitavo caso de jornalista assassinado em 2018. Em todo o ano passado, foram 11

Redação Portal IMPRENSA | 30/08/2018 16:15
O México é considerado um dos países mais perigosos do mundo para um jornalista trabalhar. E não é à toa. O Canal 10, de Cancun, perdeu o repórter e cinegrafista Javier Enrique Rodríguez Valladares. Ele é o oitavo profissional de imprensa assassinado no país em 2018 – média de um por mês.

Crédito:Facebook
Javier estava junto com um artesão, que também foi assassinado

De acordo com a Promotoria do Estado de Quintana Roo, ainda não há uma confirmação oficial de que ele tenha sido morto devido ao seu trabalho. Javier não estava em horário de serviço e também não carregava o equipamento que costuma usar em suas coberturas.

Mesmo assim, nenhuma hipótese é descartada pela Promotoria. O fato é que ele estava junto com outro homem que também foi assassinado, mas não teve a identidade revelada (ele é um artesão).

A violência contra jornalistas gera muita tensão no México. Somente no estado de Quintana Roo foram três mortes em dois meses – com mais outros cinco em outras regiões do país, o número chega a oito neste ano, bem perto de igualar os assassinatos em 2017 – quando 11 profissionais de imprensa perderam a vida.

Tal cenário já fez com que a Comissão de Direitos Humanos do México denunciasse a falta de compromisso das autoridades para acabar com os crimes contra jornalistas, conforme informou o Knight Center.

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