Abraji e GIJN lançam comunidade global de jornalismo investigativo para países que falam português

Redação Portal IMPRENSA | 14/08/2018 12:08

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e a Global Investigative Journalism Network (GIJN) lançaram na segunda-feira (13), a GIJN, comunidade mundial de jornalistas investigativos em língua portuguesa. 

Crédito:Divulgação


Com a nova versão da rede, as entidades querem fomentar e difundir técnicas, tutoriais e o melhor da produção jornalística de países como Portugal, Brasil, Moçambique, Angola, Cabo Verde, Timor Leste, Guiné-Bissau e Guiné Equatorial, além de outras regiões em que o português é falado.


De acordo com a Abraji, a GIJN é o maior centro de apoio à prática de jornalismo investigativo no mundo. A rede oferece de graça recursos para que jornalistas de qualquer país  possam desenvolver investigações e trabalhos baseados em dados com mais eficiência. 


Fundada em 2003, a rede tem 163 integrantes, todos organizações jornalísticas sem fins lucrativos voltadas, para a produção ou o fomento do jornalismo investigativo, em mais de 70 países, em todos os continentes.


No Brasil, as práticas de jornalismo investigativo de repórteres e editores que falam a língua portuguesa serão divulgadas diariamente pela Abraji em dois perfis: @gijnportugues (Twitter) e www.facebook.com/GIJN-em-portugues (facebook).


Os perfis também divulgarão dicas e iniciativas relacionadas a jornalismo de dados; eventos, bolsas e outras oportunidades profissionais em jornalismo investigativo; bastidores de apurações; técnicas de investigação e dicas de ferramentas úteis para jornalistas; e análises sobre o mercado de mídia que impactem o jornalismo investigativo, entre outros.


"A troca de informações e experiências entre profissionais e organizações de diferentes países é fundamental para criar e reforçar redes supranacionais de jornalismo investigativo", afirma o presidente da Abraji, Daniel Bramatti.


Para o diretor-executivo global da GIJN, o jornalista David Kaplan, a atenção ao mundo de língua portuguesa era um passo natural. 


“Como a sexta língua mais falada do mundo, o português é um portão de entrada vital para que possamos alcançar e integrar a redes globais os nossos colegas no Brasil, na África, na Europa e em outros locais ao redor do mundo. Oligarcas e criminosos se tornaram internacionais faz tempo. É hora de os jornalistas correrem atrás e criarem redes que os ajudem a se conectar para além de fronteiras e a ter acesso a dicas e ferramentas mais atuais”. 


O editor da GIJN Português é o jornalista Breno Costa. Breno trabalhou por seis anos como repórter investigativo na Folha de S. Paulo e é fundador e diretor do BRIO, que oferece mentorias individualizadas e outros serviços a jornalistas no Brasil. 


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