Família de jornalista maltês morta pede que governo investigue quem foram os mandantes do crime

Redação Portal IMPRENSA | 10/08/2018 13:52

A família da jornalista investigativa assassinada maltês Daphne Caruana Galizia pediu nesta quinta-feira (9), uma investigação pública completa sobre a sua morte, acusando as autoridades maltesas de falhar no seu dever de salvar a vida ao repórter. As informações são do Abcnews

Crédito:D.Z. Lupi/Reuters


Caruana, que investigou a lavagem de dinheiro e a corrupção na ilha do Mediterrâneo, foi morta quando uma bomba destruiu seu carro em 16 de outubro. Ela tinha 53 anos.


Três homens malteses foram julgados e condenados por homicídio. Investigadores acreditam que eles trabalhavam para alguém, mas nenhum mentor ainda foi identificado.


O filho do jornalista, Paul Caruana Galizia, disse à BBC que a investigação sobre sua morte se concentrou apenas na forma que ela morreu, e não em quem estava por trás do crime. Ele disse que quer uma investigação sobre as ações que ele classificou como "estado mafioso" de Malta.


Na quinta-feira (9), Paul proferiu um parecer legal preparado por advogados do Reino Unido para a Alta Comissão de Malta em Londres. O documento diz que o governo de Malta falhou em seu "dever investigativo".


Argumenta que "Malta não conseguiu instituir qualquer forma de investigação sobre as circunstâncias mais amplas do assassinato de Caruana Galizia", ou se sua vida poderia ter sido salva.


Tony Murphy, um dos advogados da família, disse que ela quer que as autoridades maltesas estabeleçam uma comissão independente de inquérito composta de juízes internacionais de Malta.


Ele disse que o envolvimento do Estado na morte do jornalista não foi comprovado, mas a família "certamente não pode descartá-lo, uma vez que os principais alvos da crítica de Daphne em seus textos e jornalismo eram políticos experientes".


Murphy disse que a família dá o prazo até o dia 31 de agosto para o governo de Malta responder. Se Malta não agir, eles planejam ir aos tribunais malteses e, possivelmente, no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.


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