Apreensão de dados de repórter do NYT não foi citada em carta que detalha notificações a jornalista dos EUA

Redação Portal IMPRENSA | 12/07/2018 10:43

A apreensão dos registros de e-mail e telefone da jornalista Ali Watkins, repórter do jornal The New York Times, não foi mencionada em uma carta do Departamento de Justiça que aborda a coleta de informações de jornalistas, conforme prevê a lei americana. As informações são do The Hill e do BuzzFeed New.

Crédito:Getty Images


A carta, datada em 5 de março, foi escrita em resposta a um pedido do senador Ron Wyden (D-Ore.), em outubro de 2017, para que o Departamento de Justiça divulgasse quantas vezes havia feito isso nos últimos cinco anos.


Em sua resposta, o procurador-geral assistente Stephen Boyd listou apenas duas situações desde janeiro de 2012 até o presente. Uma que parecia se referir a citações telefônicas de repórteres da Associated Press, em 2013, e a intimação do ex-jornalista do New York Times James Risen para testemunhar no julgamento de um ex-agente da CIA.


No entanto, o documento não mencionou a apreensão dos registros de e-mail e telefone de Ali Watkins, como parte da investigação do vazamento do ex-funcionário do Comitê de Inteligência do Senado James Wolfe. 


Wolfe foi preso e acusado, no mês passado, de mentir ao FBI sobre seus contatos com três jornalistas.


A apreensão dos registros de Watkins foi divulgada em junho. Mas Watkins teria sido notificada sobre o movimento em fevereiro, o que significa que a apreensão está dentro do prazo para a emissão da carta de Boyd. 


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