China limita a cobertura da imprensa sobre guerra comercial com os Estados Unidos

Redação Portal IMPRENSA | 11/07/2018 12:37

O governo chinês emitiu regras rígidas para a imprensa tratar a guerra comercial do país com os Estados Unidos. As informações são da Agência Reuters. 

Crédito:AFP


Pequim limitou a cobertura por causa de preocupações de que a notificação descontrolada poderia desencadear instabilidade ou prejudicar os mercados financeiros já agitados, segundo fontes da mídia estatal chinesa ouvidas pela Reuters.


“Ao expor e criticar as palavras e ações norte-americanas, tome cuidado para não vinculá-las a  Donald Trump [presidente dos EUA] e, em vez disso, direcione-as para o governo dos EUA”, disse um memorando baseado em um conjunto de diretivas emitidas verbalmente por autoridades do governo e distribuído a repórteres da agência estatal de notícias e visto pela Reuters.


O documento também afirma que os meios de comunicação devem ajudar a “estabilizar a economia, o crescimento, o emprego, o comércio exterior, investimento, finanças, o mercado acionário, o mercado de câmbio, o mercado imobiliário e, basicamente, estabilizar o pensamento, o coração e as expectativas”.


De acordo com a reportagem, uma pessoa que trabalha em um importante site de notícias chinês disse que as regras divulgadas na semana passada foram “as mais rigorosas até o momento”.


O site foi instruído a publicar apenas reportagens sobre o conflito comercial da agência de notícias estatal Xinhua, em vez de publicar as suas. Também foi orientado a manter o tópico fora das principais manchetes e a gerenciar os comentários sobre o assunto, de acordo com a fonte.


Além disso, o aplicativo de smartphone do site não tinha mais permissão para enviar notificações tensionando o assunto para os usuários, e o site foi proibido de criar páginas especiais sobre a disputa.


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