Representantes do Youtube, Twitter e Facebook dão dicas a jornalistas sobre produção e monitoramento de conteúdo

Gisele Sotto, em colaboração | 04/07/2018 08:30
No 13º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, promovido pela Abraji de 28 a 30 de junho de 2018, o painel "Ferramentas em redes sociais para aumentar o alcance do conteúdo" reuniu Cauã Taborda (Youtube), Gustavo Poloni (Twitter) e Maíra Carvalho (Facebook). Painel foi moderado pelo jornalista e fundador do Farol Jornalismo, Moreno Cruz Osório.

Maíra Carvalho, gerente de parcerias de mídia no Facebook para o Brasil, cita o CrowdTangle como uma ferramenta essencial para o monitoramento do conteúdo, porque ajuda as redações a entenderem como a sua audiência, e a de seus competidores, interage com o conteúdo nas redes. Adquirida pelo Facebook em 2016, a ferramenta serve para rastrear a difusão de conteúdo na internet por meio de análises de performance social e identificação de influenciadores digitais, e é gratuita para veículos e escolas de jornalismo.

Crédito:Alice Vergueiro


Gustavo Poloni, diretor de Content Partnerships na América Latina, define o Twitter como a ferramenta onde as notícias acontecem, “é o destino de quem está atrás de notícia”. Na plataforma, as notícias chegam duas vezes mais rápido. Entre as boas práticas para as redações, ele cita as hashtags, para criar e ancorar conversas; o ‘live tweeting’, para manter sua audiência informada; o thread, série de Tweets conectados de um mesmo usuário, para manter uma linha de raciocínio.

E destaca uma ferramenta interessante para aumentar o alcance dentro da plataforma, que permite contar histórias por meio de tweets e é um aliado nas coberturas especiais. “O Moments é um jornalismo bem feito”, comenta Gustavo. 

“O bom conteúdo vai encontrar a audiência. É muito mais apostar na fórmula certa e escolher a plataforma”, diz Cauã Taborda, gerente de comunicação do Google/YouTube no Brasil, e ressalta que 98% das pessoas que estão na internet consomem vídeos no Youtube. Dentre os veículos que produzem conteúdo para a plataforma, ele destaca as emissoras de rádio – veja seu comentário no vídeo abaixo. 



Ao ser aberto o debate, Maíra, Gustavo e Cauã falam das oportunidades no Facebook, Twitter e Youtube para veículos independentes e de nicho. Confira neste vídeo.  



Em uma conversa paralela, no stand do Facebook no congresso, Maíra fala sobre o que o Facebook está fazendo para combater a desinformação, citando o serviço de verificação de fake news em parceria com Aos Fatos e Lupa. 

A gerente do Facebook reforça que o conteúdo identificado como falso não é deletado da plataforma, mas tem seu alcance diminuído. E quem compartilhou o conteúdo recebe o aviso de que se trata de notícia falsa, além de links relacionados que dão contexto à informação. “As pessoas têm direito a consumir a informação que quiserem. Nosso papel é dar informação adicional sobre o conteúdo”, complementa.

Durante a conversa, ela exibiu o curta-metragem “Facing Facts”, que tem como objetivo dar esclarecimentos aos usuários sobre as medidas que vem sendo adotadas pelo Facebook no combate às fake news. 



Veja também / IMPRENSA Indica:

• Painel do International Journalism Festival, que aconteceu em abril de 2018, na Itália, em que Asha Phillips, head of partnerships CrowdTangle aborda “Como as redações podem usar o CrowdTangle para suas estratégias e descobertas”. Assista aqui.

• TechTudo – Tutorial: Como criar Moments no seu Twitter