Brasil é o país que mais se preocupa com as fake news, segundo estudo global

Redação Portal IMPRENSA | 18/06/2018 15:58


O Brasil é o país que mais se preocupa com as fake news (notícias falsas), segundo o Relatório sobre Notícias Digitais do Instituto Reuters, que avaliou o comportamento de 37 nações. De acordo com o estudo, 85% dos entrevistados brasileiros manifestaram preocupação com a veracidade e a possibilidade de manipulação nas notícias lidas. Na sequência aparece Portugal (71%), Espanha (69%), Chile (66%) e Grécia (66%). A informação é da Agência Brasil.

Crédito:Pixabay


De acordo com os autores, a percepção desses países pode ter sido favorecida por causa da polarização política provocada por eleições, referendos e outros grandes processos de disputa na sociedade.


O relatório também apontou os países que estão menos preocupados com as fake news: Holanda (30%), Dinamarca (36%), Suécia (36%), Alemanha (37%) e Áustria (38%). Em sua análise, os autores afirmaram que, diferentemente dos Estados Unidos, a Alemanha passou recentemente por eleições em que a disseminação de notícias falsas não apareceu como um problema grave.


Na média geral, a pesquisa apontou que 54% dos entrevistados estão preocupados com a veracidade das informações lidas na internet. 


Do total dos entrevistados, 58% disseram estar preocupados com notícias “fabricadas” mas apenas 26% conseguiram identificar casos concretos. 


Essa diferenciação, entretanto, não foi feita por país, não permitindo identificar se essa disparidade ocorre nas nações onde a preocupação foi maior, como no Brasil.


Na avaliação dos entrevistados, os principais responsáveis por adotar medidas de combate às fake news deveriam ser os veículos tradicionais de mídia (75%) e as plataformas digitais (71%).


Segundo os autores, essa percepção estaria relacionada ao fato de muitas reclamações com foco na veracidade ou manipulação estarem relacionadas a mídias tradicionais, e não a conteúdos fabricados por sites desconhecidos.


A adoção de alguma regulação pelo Estado para atacar o problema ganhou aceitação sobretudo entre asiáticos (63%) e europeus (60%). Na Europa, a regulação do tema tem ganhado espaço. No último ano, a Alemanha aprovou uma lei que passa a responsabilidade pela fiscalização de conteúdos falsos e ilegais às plataformas. No Brasil, já há diversos projetos de lei tramitando no Congresso visando estabelecer regras sobre o tema.