Empresas de mídia criticam regra do Facebook que inclui notícia na categoria de propaganda eleitoral

Redação Portal IMPRENSA | 13/06/2018 13:51

Sete organizações de mídia que representam mais de 20 mil publishers e profissionais em cerca de 120 países protestaram em conjunto contra as novas regras publicitárias do Facebook. 


Em documento enviado ao CEO da rede social, Mark Zuckerberg, na segunda-feira (11), o grupo pediu mudanças. As informações são da Associação Nacional de Jornais (ANJ).


Crédito:Pixabay


Na carta, as empresas de comunicação criticam a decisão do Facebook de posicionar os anúncios comprados por essas empresas para divulgar seus conteúdos sobre política em um banco de dados que também abriga material publicitário de candidatos políticos.


“Vemos sua política como outro passo em direção ao aprofundamento de uma narrativa falsa e perigosa, que dilui a divisão entre a produção real de notícias da mídia profissional e a propaganda. Divulgar nossos produtos ou assinaturas de nossos produtos, não está separado de nosso jornalismo ou da liberdade de imprensa”.


O documento é assinado pelos líderes da American Society of News Editors, European Publishers Council, News Media Alliance, World Association of Newspapers and News Publishers (WAN-IFRA), Digital Content Next, Association of Magazine Media e Society of Professional Journalists. 


O grupo critica a decisão da rede social de armazenar os artigos que elas pagam, para que sejam exibidos na timeline de mais pessoas ao lado de anúncios eleitorais.


Sob as novas regras, qualquer anúncio que trate de conteúdo político — mesmo notícias sobre candidatos e eleições — será colocado em um arquivo que inclui as identidades de quem está pagando pela publicidade e dados demográficos de quem viu os anúncios, por um período de até sete anos. 


O arquivo começou nos Estados Unidos, mas o Facebook anunciou planos para expandi-lo ao mercado internacional.


"O Facebook precisa reconhecer o valor de jornalismo criado por empresas independentes de mídia noticiosa, e respeitar o papel crítico que o jornalismo desempenha na sustentação da sociedade em todo o mundo", afirmou em comunicado Michael Golden, presidente da Associação Mundial de Empresas Jornalísticas e Noticiosas.


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