'Sem imprensa livre, Justiça e Estado não funcionam bem', diz presidente do STF

Redação Portal IMPRENSA | 11/06/2018 14:00

“Sem imprensa livre, a Justiça não funciona bem, o Estado não funciona bem.” A frase foi dita pela ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), durante a abertura do seminário “30 anos Sem Censura: a Constituição de 1988 e a Liberdade de Imprensa”, realizado em Brasília. As informações são do G1.

Crédito:Felipe Sampaio/SCO/STF


“Nosso país, hoje e cada vez mais, precisa da cidadania, porque só a cidadania responsável e comprometida produzirá um Estado muito melhor. Eu continuo acreditando no Brasil e acredito no Brasil em que o cidadão possa exercer a sua liberdade de maneira crítica, bem informada. E para isso nós precisamos das mídias, da imprensa livre e de todas as formas de uma comunicação cidadã”, afirmou Cármen Lúcia.


Durante o evento, o CNJ divulgou um estudo sobre as ações judiciais contra veículos de comunicação, que envolvem liberdade de imprensa. Ao todo, o órgão apresentou 2.373 processos. A maioria das ações são de acusações de difamação (704) e por suposta infração à legislação eleitoral (230, 19,4%).


Os dados foram repassados ao CNJ pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Associação Nacional de Jornais (ANJ) e Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert). De acordo com o conselho, o número representa apenas 4,5% de um total estimado de 300 mil ações envolvendo o exercício da atividade jornalística.