Entidades representativas repudiam agressões a jornalistas na cobertura da greve dos caminhoneiros

Redação Portal IMPRENSA | 06/06/2018 13:52

O Conselho de Comunicação Social (CCS), a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e  sindicatos da categoria em diversos Estados emitiram notas repudiando as agressões sofridas por jornalistas, durante a cobertura da greve dos caminhoneiros. Houve relatos de jornalistas de pelo menos nove Estados –  São Paulo, Bahia, Ceará, Paraná, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Crédito:Pedro França/Agência Senado



“Provavelmente houve  muitos outros casos no interior do Brasil que não chegaram ainda ao conhecimento das entidades profissionais que representam os jornalistas e radialistas”, disse Davi Emerich, representante da sociedade civil no conselho.

De acordo com o órgão, nos últimos meses, em manifestações de vários tipos e origens, têm acontecido agressões a profissionais da imprensa, prática que atingiu o seu ápice durante a cobertura do movimento grevista.

Entre os fatos denunciados por jornalistas, estão: impedimentos à cobertura da manifestação e imposição de destruição de imagens (em Pernambuco); ameaça de atirar um repórter de um viaduto (Paraná); agressões a pauladas a um repórter cinematográfico e um técnico de áudio no interior de São Paulo; na capital de São Paulo, a repórter Cíntia Lima, do programa da Sonia Abrão, foi hostilizada ao vivo.

Na nota escrita pelo CCS, que será encaminhada ao presidente do Senado, Eunício Oliveira,  o conselho afirmou que a “escalada de violência contra a imprensa precisa cessar e recomenda rigor do governo na aplicação das leis para garantir a livre produção de informação. Às empresas e profissionais de comunicação, a recomendação é de objetividade e transparência na cobertura”. A nota também traz um apelo aos caminhoneiros.

“Aos diversos segmentos de trabalhadores da sociedade, agora, especialmente aos caminhoneiros e suas entidades, que repensem seus atos e passem a valorizar o trabalho da comunicação social, sem o qual as suas reivindicações podem se converter não em vitórias, mas em agressões ao nosso bem maior, a democracia.”.

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